Política

Força-tarefa une Inpe e IPT no mapeamento e prevenção de deslizamentos em áreas de risco

Por Fábio Zambeli | APJ
| Tempo de leitura: 1 min

O governo do Estado lidera um grupo interdisciplinar que pretende mapear todas as áreas sujeitas a deslizamentos de terra e catástrofes naturais decorrentes do clima, introduzindo uma política perene de prevenção nas regiões de vulnerabilidade acentuada.

O trabalho é coordenado pelo gabinete do vice-governador, Alberto Goldman, e pela secretaria de Desenvolvimento. O projeto se materializará em uma parceria do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Temos discutido um projeto que envolve IPT e Inpe. Está sendo dimensionado o custo, cronograma, forma de gestão. Isso está em fase de elaboração. Até o final de fevereiro teremos uma posição definitiva sobre isso”, diz Goldman.

A ideia é estabelecer um cruzamento de dados entre os modelos de trabalho já disponíveis pelos dois institutos. O IPT atuaria na identificação dos problemas de movimentação de terra e solo, enquanto o Inpe forneceria todo o aparato meteorológico e de sensoriamento remoto.

“Seria um cruzamento de informações, utilização de meios mais modernos de computação. Também teremos presença física com um monitoramento em tempo real em cada local. É um projeto muito importante para o Estado e que pode ser replicado em âmbito nacional. O Inpe, como órgão que faz a análise de informações meteorológicas, e o IPT, que tem os estudos geológicos de todo o Estado”, explica o vice-governador.

Além de monitorar as encostas e regiões de risco iminente, o programa rastreará ainda regiões ribeirinhas com o objetivo de antecipar diagnósticos e evitar tragédias como as vistas no início do mês em Cunha e São Luís do Paraitinga. “O foco está voltado para todos os fenômenos naturais. Incluindo movimentação de terra, de maciços, inundações, tudo isso”, diz.

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