Tribuna do Leitor

Esportes na Panela de Pressão


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Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS), agência especializada na área da saúde subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU), reconhecem que a cada 1 centavo investido no esporte (atividade física praticada com regularidade) economizam-se 3 na área da saúde. Assim, achei muito interessante a forma de apoio do poder público ao Norusca e ao GRSA, através do aluguel do “Panela de Pressão”, anunciado no JC de 14/01/2010. Ao mesmo tempo que amplia a possibilidade de público e renda para o basquete, dá alguma liquidez para um patrimônio imobilizado do E.C. Noroeste, despertando o interesse das crianças e jovens pelo esporte.

A preferência cultural dos bauruenses primeiro pelo futebol e logo a seguir pelo basquete justificam politicamente esse apoio. Tem como ganho extra a mudança da Semel e a aglutinação das instituições ligadas ao esporte da cidade para o “panela”, dando agilidade ao setor. Tudo isso é muito positivo. Contudo, os esportes e as práticas corporais saudáveis não acontecem sem a presença de profissionais competentes e especialistas nas suas modalidades.

Por exemplo: alguém pensaria em passar o comando do atletismo, nesse momento, a outra pessoa que não o Cabo Alcides? Claro que não! Defendo a necessidade de aprofundar a profissionalização na área do esporte. Para iniciar, é essencial colocar nos quadros da Semel, inclusive aproveitando o momento da discussão dos PCCSs da saúde, educação e geral, de técnicos desportivos especialistas, para as modalidades que competem nos Jogos Regionais e Abertos. E quem seriam esses técnicos? Concursos públicos resolvem o problema, se constar nos editais meios de aferir os conhecimentos teóricos e práticos na modalidade a que o candidato concorre.

Para a maioria das pessoas, a prática esportiva acontece nos seus momentos de lazer; mas para os profissionais da educação física e do esporte, é trabalho. São os profissionais da área que dinamizam os programas e fazem a coisa acontecer. É nestes profissionais que inicialmente o investimento nestes precisa e deve ser feito.

Precisamos ampliar a disponibilidade de vagas nas escolinhas de esporte do município, ao lado dos programas em andamento pelo município em convenio com a União, como o “Mais Escola” e o “Segundo Tempo”, especialmente naquilo que estes não comportam ou atendem. Alternativas podem ser construídas, face ao baixo orçamento da Secretaria de Esportes, em parcerias com as secretarias da educação, da saúde e da cultura.

Aliás, falando na Cultura, secretário Romualdo, achei baixíssima a produtividade das oficinas de capoeira, divulgadas na prestação de contas do senhor prefeito: 28 participantes em 2008 e 50 em 2009. Precisa dar uma atenção maior para o nosso Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial.

Alberto de Carvalho Pereira Sobrinho - professor

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