Internacional

Governo do país diz que 6 mil presos fugiram após terremoto


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Porto Príncipe - Fontes do governo do Haiti disseram que 6 mil presos fugiram das penitenciárias do país, que ficaram parcialmente destruídas e sem vigilância após o terremoto.

O tremor devastou o país e provocou milhares de mortes, principalmente na capital, Porto Príncipe.

A insegurança é uma das grandes preocupações das equipes de ajuda humanitária internacional e dos habitantes de Porto Príncipe, que são vítimas de roubos e saques - muitos dos quais, contudo, são realizados por cidadãos desesperados por água e comida.

Ontem o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou que 70% dos edifícios de Porto Príncipe foram danificados pelo terremoto e que a principal prisão de capital ficou completamente destruída. A organização disse ter constatado a fuga de pelo menos 4 mil detentos.

Segundo comunicado divulgado pela organização, cerca de 15 áreas de Porto Príncipe foram bastante afetadas pelo terremoto de terça e suas réplicas - pequenos tremores que ocorrem depois de um grande abalo sísmico.

Também ontem, o ministro da Saúde haitiano que três quartos da capital haitiana terão que ser reconstruídos em razão dos danos provocados pelo terremoto.

Ainda não há um número preciso sobre o número de mortos pelo tremor, cujo epicentro foi registrado a apenas 15 km de Porto Príncipe. A Organização Pan-americana de Saúde, ligada à ONU (Organização das Nações Unidas), estima que o número de mortos gire em torno de 100 mil. Já a Cruz Vermelha calcula que o número de mortos gire entre 45 mil e 50 mil. Ontem, o governo do Haiti anunciou que 200 mil pessoas podem ter morrido na tragédia.

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