Os custos fixos, como Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e seguro, subiram 4,27% em 2009 e, com eles, os gastos ficaram em R$ 190,01 por mês. Mesmo que eles não estejam no topo da lista das despesas que mais inflacionaram no ano passado, representam 22,33% do total das despesas dos proprietários de veículos.
Por esse motivo, são uma constante “dor de cabeça” para os motoristas, que também reclamam do alto preço dos combustíveis.
Dono de uma auto-escola em Bauru, o empresário Joabe Willians Martins possui 20 veículos e conta que, com a escalada de preços, os gastos com manutenção da frota aumentaram em 14% no ano passado.
Como consequência, teve de repassar os custos para os serviços que presta na cidade. “O que mais pesa é IPVA e seguro obrigatório. O seguro de moto, no ano passado, teve um aumento absurdo. A única medida que aliviou um pouco foi a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados na aquisição de carros novos”, revela.
Entretanto, é bom lembrar que a redução do IPI é temporária, tendo sido realizada para fomentar o mercado em razão dos efeitos da crise internacional sobre a economia brasileira.
O advogado Ramon Rodrigues, proprietário de quatro automóveis, entre eles um bicombustível, afirma que percebeu a alta do preço do álcool mas, como realiza muitas viagens, a principal reclamação refere-se ao valor dos pedágios nas rodovias da região. “O seguro também subiu. Na renovação de um dos meus carros, paguei 30% a mais em relação a 2008. Também fiz uma troca de pneus e achei que encareceu muito”, frisa.