Tribuna do Leitor

2010 poderá ser o ano da história bauruense


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Em uma nova tentativa quanto a poder sensibilizar diferentes setores de nossa cidade no que diz respeito a melhor divulgação dos acontecimentos do passado, principalmente com relação aos pioneiros que começaram a chegar a partir de meados do século 19 e com incidência desde as primeiras décadas do século 20, a editoria do Bauru Ilustrado está preparando um projeto que poderá oferecer aos bauruenses, com destaque ao mundo estudantil, amplos conhecimentos sobre a trajetória da nossa Sem Limites, desde 1895.

Para que essa iniciativa possa alcançar os fins desejados, há necessidade de um incentivo não só oficial, mas também por parte do setor privado. Inicialmente, seriam preparadas exposições temáticas de fotografias, cada uma desenvolvendo um trabalho sobre diversificados assuntos, a exemplo da política, nossos hospitais e a classe médica, o começo da aviação, os antigos campos de pouso e os homens que muito colaboraram nesse setor, os capítulos referentes às ferrovias, os episódios atinentes aos índios que quase interromperam a construção da E.F. Noroeste do Brasil, nossas primeiras escolas, os respectivos professores e os esportes em geral.

Todos esses argumentos se baseariam nas fotografias e documentos existentes no acervo do BI, das quais seriam feitas cópias, constando das mesmas as legendas respectivas. Desnecessário esclarecer que esse trabalho demandaria muito tempo e haveriam as despesas naturais para sua confecção e posterior conclusão. É preciso uma decisão urgente no tocante a esta promoção, visto que dos atuais bauruenses que lidam com esses acervos, alguns já estão em idade avançada. Com a ausência dos mesmos, todo esse arquivo ficaria sem qualquer orientação, pois essas pessoas hoje ligadas à pesquisa da história da antiga Capital da Terra Branca têm na memória qualquer informação sobre a identificação das fotografias e, possuindo, igualmente, documentos preciosos para esclarecimentos mais detalhados.

Pelo que se pode vislumbrar, não encontramos entre a nova geração dos jornalistas, nem entre professores, também com referência aos estudantes ligados a essas áreas, um conhecimento melhor em torno da história de nossa cidade, dos homens e mulheres que nos velhos tempos tanto fizeram em prol de Bauru. Assim, é preciso criar uma mentalidade bastante interessada no que se refere ao assunto, a fim que a história não se perca.

Núcleo de Documentação e História da USC, o Museu Morgado de Mateus e o Ferroviário, bem como entidades correlatas, são órgãos que conservam objetos, documentos, livros, coleções de jornais e de revistas e outros informes, mas ainda é pouco. Com a moderna tecnologia que a Internet nos oferece, não será difícil elaborar um plano de trabalho, por meio do qual possamos perpetuar os lances do passado.

Se nossas autoridades concordarem e grandes empresas também, poderemos transformar 2010 no ano dedicado à história de Bauru, através de uma série de realizações que visam única e exclusivamente resgatar, preservar e, posteriormente, difundir o caminhar da terra bauruense através dos anos.

A sugestão está lançada e ficaremos agora na expectativa de um retorno, não só do poder municipal, mas igualmente por parte da vida empresarial, isto porque, ao investir no resguardo e na propagação da história de Bauru, vamos deixar para um futuro não muito distante, todos os esclarecimentos, ou a maior parte, sobre os fatos de antigamente que serviram para alicerçar e transformar Bauru no atual e influente centro comercial, universitário, cultural, empresarial e esportivo que hoje é.

Luciano Dias Pires

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