A Liga Nacional de Basquete (LNB) implementará o exame antidoping a partir dos jogos desta sexta-feira do NBB. As partidas serão escolhidas aleatoriamente pelo Departamento Técnico da Liga. O GRSA/Itabom se preparou para introdução do antidoping com uma palestra sobre doping esportivo com a dentista Renata Reis Frontera, no dia 23 de novembro último.
Guerrinha comenta que o time bauruense fez um trabalho específico com os jogadores durante uma reunião de quase duas horas. O técnico de Bauru cita que a equipe não tem controle sobre o jogador, tomar uma simples neosaldina para dor de cabeça é doping desde que não relatado antecipadamente. Ele comenta que a comissão técnica está atenta a todos os procedimentos.
A execução do exame antidoping nos atletas é prevista no regulamento oficial do NBB. “O início do exame antidoping é o cumprimento do que estava prometido. Isso traz credibilidade para o basquete, fazendo com que cheguemos ao mesmo nível das ligas de alto rendimento do mundo”, comentou o presidente da LNB, Kouros Monadjemi, para o site da Liga.
Segundo o responsável de Ciência e Performance da CBB, Reginaldo Senna, é importante que os jogadores, médicos e dirigentes dos clubes estejam muito atentos para não ser pegos no exame. “Os atletas têm que seguir precisamente as orientações que estão no livro do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Lá, estão todas as informações necessárias para que os jogadores não usem as substâncias ilegais”, explica Reginaldo Senna. “O objetivo é de orientar os atletas e fazer com que eles joguem limpos”, completa.
Caracterizar
De acordo com o Código da Agência Mundial Antidoping (AMA), doping é a utilização de substâncias ou métodos capazes de aumentar artificialmente o desempenho esportivo, sejam eles potencialmente prejudiciais à saúde do atleta ou a de seus adversários, ou contrário ao espírito do jogo. Quando duas destas três condições estão presentes, pode-se caracterizar um caso de doping.