A norte-americana Kraft Foods concordou em pagar cerca de 11,9 bilhões de libras (US$ 19,6 bilhões) pela britânica Cadbury, que possui uma fábrica em Bauru. Ao contrário de informações já divulgadas na imprensa, a assessoria de imprensa da Cadbury diz que o Conselho da empresa recomendou que os acionistas aceitem a oferta revisada da Kraft, que representa valor superior a 13% da proposta anterior. Porém, a Cadbury não confirma a venda e tem prazo para tomar essa decisão até o dia 2 de fevereiro.
A presidente-executiva da Kraft, Irene Rosenfeld, melhorou a oferta de compra com mais dinheiro e reduziu o número de ações da proposta para convencer o presidente do Conselho de Administração da Cadbury, Roger Carr, e tranquilizar o maior acionista do grupo norte-americano, o bilionário investidor Warren Buffett.
O acordo em ações e dinheiro da Kraft valoriza cada ação da Cadbury em 8,40 libras, com os acionistas recebendo um dividendo especial de 10 centavos, totalizando 8,50 libras, o que gerou uma recomendação unânime do Conselho da Cadbury em favor do negócio.
Se o negócio for fechado, o grupo formado pela união de Kraft e Cadbury será o maior produtor mundial de doces, colocando sob o mesmo guarda-chuva marcas como o chocolate Dairy Milk e o chiclete Trident com as marcas de chocolates Milka, Toblerone e Terry.
Em Bauru, a fábrica de confeitos e gomas de mascar da Cadbury emprega cerca de 1.200 pessoas, sendo a maior indústria da cidade. A maior parte da produção, concentrada nas marcas Trident, Halls, Chiclets e Bubbaloo, é destinada ao mercado nacional. Uma parte do que é produzido nacionalmente é exportada para países como África do Sul, Colômbia, Estados Unidos, entre outros.