Após a concessão da Rodovia Marechal Rondon, trecho leste, uma das condições para que fosse autorizado o início da cobrança de pedágio era a de que a concessionária que assumiu esse trecho, no caso a Rodovias do Tietê, refizesse a sinalização horizontal da via.
Não sou técnico em estradas, mas acho que as tachas refletivas fazem parte da sinalização horizontal. A Rodovias do Tietê fez reparos na via do km 336,5 até o km 326 e as tachas refletivas foram retiradas.
Isso já faz alguns meses e até agora não foram substituídas nem as que precisaram ser retiradas por causa da obra e nem as que já estavam desgastadas pelo tempo e pelo tráfego da via.
Acho que a maioria dos usuários nota como as tachas refletivas ajudam na segurança quando se está transitando à noite, e mesmo de dia, notadamente agora, na estação de chuvas, quando a visualização das faixas da estrada é prejudicada pela água da chuva. Uma coisa interessante é que as outras duas novas concessionárias, Cart e Via Rondon, substituíram as tachas refletivas em suas respectivas áreas de concessão.
Como a Artesp autorizou que a Rodovias do Tietê iniciasse a cobrança de pedágio sem a mesma ter atendido esse item, acredito que a fiscalização dessa agência é feita através de helicóptero, ou quem sabe de jatinho.
Como essa situação envolve segurança, a Artesp deveria fugir daquele que parece ser o seu papel de fato, que é de homologadora de aumentos de tarifa de pedágio, e exercer o que seria seu papel de direito, que é o de garantir que os cidadãos que usam a rodovia o façam com segurança.
E também acho que já está na hora de começarmos a ver obras de verdade ao longo das rodovias de nossa região que foram concedidas. Falo de passarelas marginais, recapeamentos, acostamen-tos e não simples capinas ou operações tapa-buracos. Isso o DER fazia e não esfolava o bolso e o tempo dos usuários com pedágios a cada 30 km.
Agradeço ao JC mais uma vez por esse espaço.
Luiz Carlos Rodrigues