Boston - Apesar dos esforços do presidente dos EUA, Barack Obama, em favor da candidata democrata Martha Coakley, a eleição especial para o Senado que ocorre hoje em Massachusetts tem grandes chances de escolher um republicano para a vaga pela primeira vez desde 1972 - vitória que colocaria em risco a reforma da saúde e outros planos da Casa Branca.
Após campanha descoordenada, Coakley perdeu a vantagem e chegou ao dia da eleição virtualmente empatada com o republicano Scott Brown, que aposta na imagem de anti- “establishment”. Sua derrota significaria o fim da supermaioria de 60 votos dos democratas no Senado, necessária para que a votação da lei final da reforma da saúde possa ocorrer sem obstruções.
“Entenda o que está em jogo, Massachusetts’’, disse Obama no Estado ontem. “(A decisão) é se vamos andar para frente ou para trás.” O vencedor substituirá o senador democrata Ted Kennedy, morto em agosto.
Com a indefinição, democratas já se dedicam a encontrar um plano B para aprovar a reforma da saúde caso Brown vença.
A Câmara e o Senado passaram suas próprias leis, que estão em processo de harmonização. Se forem alterados alguns pontos-chave, deverão ser submetidas a novas votações (passíveis de obstrução). Uma opção é fazer a Câmara igualar sua lei à do Senado, evitando novo voto nesta Casa. Outra ideia é fazer apenas uma reconciliação orçamentária, que pode passar com 51 votos.
Se uma versão unificada da lei da reforma da saúde tiver de voltar para votação no Senado antes de ir para assinatura de Obama, os republicanos já prometeram matar a medida antes mesmo de ela nascer. Eles poderão fazer isso, se passarem das atuais 40 cadeiras para 41.