Internacional

Independentes ameaçam reforma da saúde de Obama

Folhapress
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Washington - O abandono dos eleitores independentes levou o partido de Barack Obama a sofrer sua primeira derrota eleitoral de 2010 e a colocar em risco a aprovação da reforma do sistema de saúde do democrata, peça-chave de sua agenda legislativa doméstica. Antecipa ainda uma disputa acirrada nas eleições de novembro, quando um terço do Senado e a totalidade da Câmara dos Representantes (deputados federais) estão em jogo.

Na noite de anteontem, o candidato republicano na eleição especial para uma das vagas do Senado pelo Estado de Massachusetts bateu sua oponente democrata, que até dez dias antes era a favorita e liderava a corrida por mais de dez pontos percentuais. A virada foi causada principalmente pela mudança de voto dos independentes e dos democratas moderados, que ajudaram Obama a se eleger presidente em 2008. Com isso, os democratas perderam a “supermaioria” de 60 votos no Senado, necessária para barrar obstrução dos republicanos e fundamental para avançar a agenda de reformas obamista. A nova formação conta com 57 senadores democratas, dois independentes que fecham com eles na maior parte das votações e, a partir de ontem, 41 republicanos.

O senador estadual Scott Brown baseou sua campanha vitoriosa justamente na crítica à proposta obamista, que amplia e subsidia o acesso ao serviço de saúde pública a mais de 30 milhões de pessoas. Ironicamente, um de seus argumentos era o de que ela prejudicaria o sistema de saúde de Massachusetts, muito similar ao proposto por Obama.

Segundo análises preliminares, a situação econômica do país foi o principal fator que levou o eleitor a escolher o candidato da oposição.

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