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Chinaglia diz que apoio a Ciro é fato novo ao PT

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Bocaina - O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT) afirmou ontem em Bocaina (69 quilômetros de Bauru) que se os petistas apoiarem a virtual candidatura de Ciro Gomes (PSB) ao Governo do Estado seria o preço que o partido pagaria para fortalecer a candidatura de Dilmar Roussef à Presidência da República numa aliança mais ampla.

“Acho melhor o PT ter candidato próprio a governador, agora esse será o preço de fazer uma aliança maior em favor da Dilma e me parece possível (apoiar o PSB). Isso tira a possibilidade de o PT projetar novos nomes, mas será uma experiência que o partido ainda não viveu”, disse o deputado Chinaglia.

O nome de consenso no PT de São Paulo, Antonio Palocci, está fora da lista de pré-candidatos do partido ao Palácio dos Bandeirantes e deverá coordenar a campanha de Dilma Rousseff ao Planalto.

Chinaglia participou ontem da entrega de mobiliário a uma escola municipal de Bocaina e comentou a sucessão estadual. “Nessa engenharia político eleitoral a intenção do Lula é que Ciro Gomes seja o candidato a governador com apoio do PT. Assim Ciro sairia da disputa à presidência, mas ele não quer”, disse Chinaglia.

Lula ainda não abandonou a ideia de convencer Ciro Gomes (PSB) a se retirar da disputa nacional, candidatando-se ao Governo de São Paulo em aliança com o PT.

Segundo Chinaglia, por enquanto não há definição de o PT apoiar Ciro, embora há hipótese de a legenda petista lançar candidato próprio, porque há vários pré-candidatos: senador Eduardo Suplicy, Fernando Hadad, Emidio de Souza e o próprio Chinaglia.

Pesa na estratégia petista de lançar Ciro o fato de o PSB ser base de apoio do PSDB no Estado de São Paulo.

Entre petistas paulistas, porém, a resistência a Ciro só fez aumentar desde setembro, quando o deputado trocou seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo a pedido do presidente Lula.

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