Preocupado com o fato de Israel e os Estados Unidos estarem roubando a cena na ajuda ao Haiti mandando hospitais de campanha para socorrer os feridos e alimentação para o povo sofrido, o que o nosso Lula “paz e amor” em sua visão de extrema miopia achava que por direito o mundo deveria ver a ajuda ao Haiti como mais uma das “bondades” do pequeno grande líder barbudo, pai dos pobres e defensor dos inocentes injuriados (Sarneys da vida, Zé Dirceus, o milionário Lulinha, Renan Calheiros e outros mais de quarenta ladrões do mensalão do PT).
Numa sexta-feira 13, o chefe supremo organizou um concerto erudito e baile de gala para, em primeiro lugar mostrar ao mundo que Lula não é um ignorante e para arrebatar uma fortuna para ser compartilhada entre os “cumpadres e companheros” e os haitianos sofridos. Guiados por uma força interior incontrolável, cada convidado se ornamenta conforme o seu verdadeiro ser interior.
Para o concerto Lula ostentou uma maravilhosa réplica de Alberich, aquele nibelung que roubou o ouro das filhas do Reno na ópera O ouro do Reno, de Wagner, e para o baile Lula apareceu como Rigoletto, da ópera de Verdi. Dilma Rousseff ficou perfeita como Baba Yaga, a bruxa macabra da obra Pictures at an Exibition, de Moursovisky, Zé Dirceu não compareceu ao concerto, mas surgiu misteriosamente rodopiando aos acordes de Mephisto Walse, de Liszt, no sinistro da meia-noite. Renan Calheiros encarnou com perfeição o Iago da ópera Othelo, de Verdi, e a união PT-PMDB foi celebrada ao som da Dança Macabra, de Liszt.
Em seguida, no calado da noite, o batalhão de choque delineou o plano para o Haiti, a terrorista Dilma disfarçada em Estela vai ao Haiti, e sequestra a secretária do Estado norte-americano Hillary Clinton quando esta visita o país em missão humanitária, Hugo Chávez com o auxílio das Farc levam Hillary para o cativeiro nas selvas. Os Estados Unidos são forçados a pagar uma imensa fortuna pelo resgate, o dinheiro é usado pelas Farc e Hugo Chávez para comprar uma bomba atômica do Irã para destruir Israel e outra da Coréia do Norte para ameaçar Washington DC, agora as Farc e Hugo Chávez olham para os Estados Unidos temporariamente incapacitado e triunfalmente repetem a famosa frase de Tosca, na ópera de Verdi do mesmo nome “Ante lui tutta Roma tremava”.
O império está temporariamente vulnerável. Agora os amantes da paz e amor estão livres para agir, Celso Amorim instala Fernandinho Beira-Mar e Marcola para organizar a desorganização do crime no Haiti. Os novos aliados, os companheiros Newton Cardoso e Maluf vão se encarregar de proteger as contas dos “companheros” nos paraísos fiscais das Ilhas de Jersey. Para os brasileiros que trabalham e pagam os mais altos impostos do mundo só nos resta amargar e sofrer sob o som do “Funeral de uma marionete” em vez de nos regozijarmos com o som que o Brasil merece ouvir, mas sempre nos é negado, aqueles acordes maravilhosos da “Marcha triunfal” da ópera Aida.
Benedito S. Guedes de Azevedo - professor