Cultura

Aos 19 anos, espaço passa por reparos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O Sambódromo de Bauru foi inaugurado no final de 1990 e, após oito anos sem receber o Carnaval da cidade, em 2010 será palco novamente de desfile de escolas de samba e blocos carnavalescos. Para isso, a Prefeitura de Bauru, através da Secretaria Municipal de Cultura, está fazendo uma pequena reforma no espaço para deixá-lo em condições de receber os foliões e quem vai assistir ao desfile no domingo de Carnaval a partir das 18h, dia 14 de fevereiro.

Os reparos incluem a troca da rede elétrica de todo o Sambódromo, necessária para a iluminação adequada do espaço. As arquibancadas estão sendo pintadas, assim como os gradis que as separam da pista. Os camarotes, do lado oposto das arquibancadas, estão sendo pintados e passam por pequenos reparos, mas não serão vendidos.

De acordo com Pedro Romualdo, secretário de Cultura, nos camarotes serão instaladas as bases da organização do desfile, da segurança de todo o Sambódromo, das equipes de saúde que atenderão eventuais urgências e emergência, convidados da Prefeitura e a imprensa.

A reforma custará, segundo Romualdo, R$ 25 mil. “Mas já estava programada para ser feita antes mesmo da decisão de haver desfile no Sambódromo neste ano. Estamos fazendo a reforma para recuperar o espaço”, frisa. Os reparos incluem a reforma da calçada ao lado da passarela do samba e capinação da área verde no entorno do espaço, bem como limpeza geral.

Inaugurado na gestão de Antônio Izzo Filho, com 800 metros de extensão, foi a segunda passarela do samba a ser construída no Brasil, antes mesmo do Anhembi, em São Paulo. O Sambódromo possui capacidade para 20 mil pessoas, entre arquibancadas e camarotes.

Durante os 11 anos que o Carnaval foi realizado no sambódromo, a festa chegou ao seus tempos áureos – o último desfile no espaço foi em 2001. Porém, como a Prefeitura reduziu a ajuda financeira às escolas de samba – e em outros anos não liberou verba – e as entidades também não se mobilizaram para levantar dinheiro para a festa, deixou de ser palco do samba bauruense.

Em várias situações o Sambódromo foi motivo de reclamações por parte de moradores da região do Núcleo Geisel porque o espaço esteve, desde 2001, muitas vezes abandonado, sendo utilizado para rachas, uso de droga e com mato e lixo em seu entorno. No decorrer dos anos, a prefeitura fez pequenas reformas no espaço, que foi palco de festas, feira noturna e outros eventos, mas novamente era depredado e ganhava ares de abandono.

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