Caracas - O suspensão da transmissão do sinal da TV a cabo venezuelana RCTV, crítica do governo Hugo Chávez, mobilizou estudantes universitários, que foram às ruas de Caracas ontem em passeatas contra e a favor da decisão.
A marcha pró-TV foi reprimida pela polícia com gás lacrimogêneo e balas de borracha quando tentava chegar a sede do Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações). Ao menos cinco estudantes tiveram ferimentos leves.
O sinal da RCTV, que segue fora do ar, foi removido no sábado - bem como os de outros 6 canais -, por suposto descumprimento de novas regras do Conatel, que obriga as TVs por assinatura consideradas nacionais a retransmitir programas oficiais sempre que solicitadas.
No sábado, as TVs punidas com a suspensão não transmitiram um discurso de Chávez.
De acordo com regras estabelecidas neste ano, são considerados canais a cabo nacionais aqueles cuja programação contenha mais de 70% de conteúdo produzido na Venezuela.
A RCTV diz que não se encaixa no critério e entrou na Justiça contra o governo.
A TV crítica do governo migrou para o cabo após não ter sua concessão renovada para transmissão na rede aberta em 2007. Chávez acusa o canal de ter participado do golpe frustrado contra ele, em 2002.
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Aliado próximo de Chávez, vice renuncia
Caracas - O vice-presidente e ministro da Defesa da Venezuela, Ramón Carrizález, renunciou a seus cargo por motivos “estritamente pessoais”, segundo informou o governo a meios de comunicação venezuelanos.
Carrizález, um aliado próximo de Hugo Chávez que já ocupou vários postos no governo desde 1999, estava no cargo de vice desde janeiro de 2008.
Também renunciou ao cargo a ministra do Meio Ambiente, Yuribí Ortega, mulher de Carrizález. Ela também alegou motivos “estritamente pessoais”.
Na Venezuela, é prerrogativa do presidente nomear o vice, o que não havia ocorrido até as 20h30 de ontem.
Ao longo de uma década, Carrizález esteve em várias áreas de administração do governo, entre eles as pastas de Infraestrutura e Habitação. Hoje, funcionários do governo fizeram questão de enfatizar que a saída dos dois da gestão não havia sido motivada por divergências com decisões recentes de Chávez.