O advogado Jorge Antônio Soriano Moura, que defende o sem-terra Miguel da Luz Serpa, Paulo Rogério Beraldo, a vereadora Rosimeire Pan D’Arco de Almeida Serpa e o ex-prefeito Edilson Granjeiro Xavier, disse ontem que a defesa de seus clientes será feita hoje, porque ontem não conseguiu ter acesso ao inquérito policial, porque foi decretado segredo de justiça.
“Nossa linha de defesa é justamente pelo fato de que, onde a Cutrale está instalada, é terra pública. A invasora daquela terra é a Cutrale e não o movimento”.
O advogado acompanhou o depoimento dos integrantes do MST durante toda a manhã e tarde de ontem junto com os advogados Lorana Prado e Bruno Oliveira. “Nenhum deles se manifestou na delegacia. Nós vamos se manifestar só em juízo”, diz. “A gente precisa primeiro saber o teor das denúncias”.
Moura não concorda com a prisão dos integrantes do MST e alega que vai entrar hoje com pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça (TJ).
O MST divulgou nota em que relata preocupação com a operação da Polícia Civil. Segundo o documento, relatos de militantes dão conta de que policiais “cercaram casas e barracos, prenderam pessoas e promoveram o terror em algumas comunidades, além de apreender pertences pessoais de muitos militantes”.
Já a polícia nega a violência e diz que as prisões foram feitas pacificamente.