Nacional

Brasil começa a vacinar contra a gripe A em março

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A vacinação contra a gripe A (H1N1) começa no dia 8 de março e vai até 7 de maio. Terão direito à imunização que será oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) apenas pacientes que se enquadrem no público-alvo definido pelo Ministério da Saúde: indígenas, profissionais de serviços de saúde, grávidas, pessoas com doenças crônicas, crianças de seis meses a 2 anos e pessoas entre 20 e 29 anos.

Quem não se enquadrar nesse critério pode, em tese, procurar a imunização em clínicas privadas, mas o ministério já adiantou que recomendará a elas que atendam ao mesmo público-alvo da pasta. A GlaxoSmithKline (GSK) e a Sanofi Pasteur, fabricantes da vacina, dizem que não haverá doses na rede privada porque a prioridade é atender o setor público.

A vacinação será feita em quatro etapas. Na primeira, serão atendidos índios e profissionais de serviços de saúde que lidem diretamente com pacientes, o que inclui de médicos a recepcionistas.

Na segunda, começarão a ser imunizadas as grávidas. Nessa etapa, serão ainda atendidas crianças de 6 meses a 2 anos - que precisarão repetir meia dose 21 dias depois - e pessoas de até 59 anos com doenças crônicas como obesidade mórbida, asma, diabetes e problemas cardíacos, entre outros.

Depois, serão vacinados jovens e adultos entre 20 e 29 anos. Na última etapa, os idosos com doenças crônicas, que na mesma ocasião serão imunizados para a gripe comum.

Não será necessário atestado de quem disser ter doença crônica. Uma exigência nesse sentido, disse o ministro José Gomes Temporão, provocaria uma “situação caótica”.

Ao todo, o governo espera imunizar 61 milhões de pessoas. O número de doses da vacina que o País terá é maior (83 milhões) para compensar perdas durante o processo e possibilitar uma reserva.

De acordo com o Ministério da Saúde, o público-alvo foi definido considerando os grupos mais afetados pela gripe no ano passado. O ministério defende que, embora a vacinação exclua dois terços da população, irá acabar beneficiando todos porque acabará por reduzir o número de pessoas que poderiam estar transmitindo o vírus. “Temos uma quantidade restrita de vacinas e temos de ter prioridades”, diz o ministro.

Ele qualificou como imaturos os questionamentos que vêm sendo feitos sobre a real gravidade da doença e a atuação da Organização Mundial da Saúde na pandemia e justificou o investimento do governo brasileiro no combate ao vírus - só nas vacinas contra a doença foi gasto R$ 1 bilhão.

Outro anúncio feito ontem é que o antiviral oseltamivir, mais conhecido como tamiflu, usado no tratamento para a gripe A, só poderá ser vendido mediante receita que será retida pela farmácia ou drogaria.

Comentários

Comentários