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Uma em cada 5 cidades teve inundação

Folhapress
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São Paulo - As chuvas que castigam o Estado de São Paulo desde o dia 1 de dezembro já provocaram estragos em 132 das 645 cidades paulistas. Isso significa que um a cada cinco municípios tiveram inundações, transbordamentos de rios, deslizamentos de terras ou mortes ocasionadas pelas chuvas. Até ontem, 62 pessoas tinham morrido no Estado, segundo a Defesa Civil.

A situação, segundo a Defesa Civil, pode se agravar nos próximos dias. Em Atibaia, uma das cidades que já decretaram situação de emergência (são 26 no total), parte dos moradores foi retirada ontem após alerta da Sabesp (companhia estadual de saneamento) de que a represa Atibainha pode transbordar nas próximas horas. Outras duas cidades, Nazaré Paulista e Bom Jesus dos Perdões, também estão sob risco.

Além das cidades que já decretaram emergência, ainda há duas (Cunha e São Luiz do Paraitinga), em estado de calamidade pública. “Na situação de emergência a comunidade reconhece sua capacidade limitada de suportar o desastre. Na calamidade pública, ela mostra que não tem capacidade para suportá-lo e depende muito mais da ajuda externa”, diz a tenente da Defesa Civil Aline Betânia Carvalho.

Com isso, o município pode obter recursos emergenciais dos governos estadual e federal e realizar compras ou obras sem licitação pública.

A Prefeitura de Atibaia divulgou ontem um alerta à população sobre o risco de novos alagamentos na cidade em decorrência da elevação do nível do rio Atibaia. De acordo com a assessoria da administração municipal, a Sabesp avisou que as inundações que atingem a cidade podem se agravar nesta semana.

A Sabesp afirma que a vazão descarregada da represa de Jaguari aumentou a partir das 18h - de 70 mil litros por segundo para 90 mil -, devido ao volume de chuva que cai na região. De acordo com a companhia, o atual aumento da vazão não afeta as demais barragens do sistema Cantareira porque a área de várzea da represa comporta, por enquanto, o volume descarregado.

Ainda não há previsão de aumentos na vazão descarregada das represas Atibainha (11 mil litros por segundo) e Cachoeira (7 mil litros por segundo), que despejam água nos afluentes do rio Atibaia. As três represas, junto com a barragem de Paiva Castro, se integram no sistema Cantareira, que hoje opera com 99% de armazenamento.

De acordo com a prefeitura, no entanto, o problema pode se agravar porque o nível da água nas represas estão chegando às “tulipas” - compartimento de segurança que serve para expulsar o excesso. Se a água da represa atingir as “tulipas”, a administração municipal diz que a Sabesp não terá mais o controle da vazão nem como medir os possíveis impactos do avanço da água nas cidades ribeirinhas.

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