Internacional

Lobo assume hoje presidência de Honduras e Zelaya deve deixar o país

Folhapress
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Tegucigalpa - Sete meses após o golpe que depôs o presidente Manuel Zelaya, Honduras tenta hoje encerrar sua longa crise política com o início da Presidência do direitista Porfirio “Pepe” Lobo e a saída rumo ao exílio do mandatário deposto após mais de quatro meses como “hóspede’’ da embaixada brasileira.

A posse de Lobo (Partido Nacional, PN) e o fim da estadia de Zelaya vieram precedidas da decisão de ontem da Suprema Corte de Justiça (CSJ) de anular o processo contra a cúpula das Forças Armadas de Honduras, acusadas pela Promotoria de expulsar ilegalmente Zelaya do país em 28 de junho, quando o então presidente foi detido de madrugada na sua casa e levado de avião à Costa Rica.

A sentença foi assinada pelo presidente da CSJ, Jorge Rivera, que aceitou os argumentos da defesa dos militares, segundo a qual, “se Zelaya ficasse no país, teria havido um derramamento de sangue’’, em alusão à tentativa do presidente deposto de convocar uma Assembleia Constituinte, iniciativa considerada ilegal à época pelos demais Poderes.

Segundo Rivera, que apoiou a deposição de Zelaya, não houve dolo na intenção dos militares, já que “naquele momento era preferível o direito da sociedade de viver em paz’’.

A decisão favorece principalmente o comandante das Forças Armadas, general Romeo Vásquez. Considerado um dos pivôs da crise política.

Enquanto isso, o recém-empossado Congresso, controlado pelo PN (71 dos 128 deputados), deve aprovar hoje de manhã, portanto ainda antes da posse de Lobo, um decreto legislativo que anistia Zelaya das acusações de crimes políticos, como o de “traição à pátria”, por supostamente ter tentado mudar a Constituição para introduzir a reeleição presidencial.

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