É assim o jogo eleitoral brasileiro. Quem entrou, não sai. Quem não entrou, não entra mais. Não é somente o poder econômico que domina as ações no atual mundo político nacional. Há algo a mais de ininteligível que escapa à compreensão do cidadão comum que sonha em ocupar um cargo elegível seja em que nível for: federal, estadual e municipal. Não dá para entender o mistério que domina tudo.
A noção universal de representatividade popular, do voto secreto, da isonomia em eleições livres e democráticas não funciona nas engrenagens da máquina que rege a escolha dos representantes do povo. Há algo mais no reino da Dinamarca nessa matéria que a nossa vã percepção não consegue captar. A política brasileira está fora do alcance do brasileiro leigo no assunto. É coisa para profissional do ramo.
Nesse cipoal de interesse coletivo só penetra quem tem doutorado em ciências de enganação, corrupção, má intenção e projeto estritamente pessoal. Nada se alude aos interesses nacionais sejam em relação às pessoas ou aos pilares de sustentação da soberania nacional ou ao progresso econômico, com ordem. Tudo é feito no imediatismo em torno de vantagens à grupos privilegiados sejam nacionais ou internacionais. O que vale no jogo político do Brasil atual são os interesses de diversos grupos que se autoprotegem. Não se fala em coletivo nem em Pátria. Se alguém tem duvida que tente se candidatar a qualquer cargo eletivo pela primeira vez. As vagas já têm donos e os portões estão fechados!
José Batista Pinheiro