Com a morte de um homem na madrugada de ontem com duas perfurações à bala, uma na parte direita da testa e outra na nuca, Bauru somou o sétimo homicídio deste ano. É o mês mais violento desde o início de 2007 até agora, período que a Secretaria de Segurança Pública disponibiliza estatística em seu site. Os números de homicídios variam muito de um mês para outro, mas nos últimos três anos o mais alto registrado na cidade havia sido seis, em janeiro de 2008.
A sétima morte violenta deste mês na cidade foi registrada na madrugada de ontem. O Centro de Operações (Copom) da Polícia Militar (PM) recebeu a informação de que havia uma vítima de acidente de trânsito na quadra 4 da rua Mariano Hernandes, no Parque Primavera, zona oeste de Bauru. A informação era de um acidente de moto, em que o condutor havia sofrido uma queda.
Mas quando os policiais chegaram no local, constataram que se tratava de um homicídio. Ao lado da moto CG 150 Titan, cor azul, ano 2005, estava um homem baleado, já sem vida, caído na calçada. Nas roupas dele foi encontrado CPF de Sidnei Renato do Carmo, 31 anos. Porém, como o documento não tem foto, até o final da tarde de ontem, oficialmente a vítima não havia sido identificada.
O corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal (IML) e, até as 16h, não havia sido reconhecido por nenhum familiar. Ao lado da moto estava um capacete cinza pendurado no guidão e outro de cor preta da porta de um bar. Foram encontradas também duas cápsulas deflagradas perto provavelmente de uma pistola calibre 765.
A moto foi recolhida ao pátio da 5ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Bauru. O delegado plantonista, a Polícia Científica e a equipe que investiga homicídios estiveram no local, mas até o início da noite de ontem não havia a confirmação da identidade do morto nem do autor do crime. Se for mesmo Carmo, ele é pintor e moraria no Parque Jaraguá. Mas no endereço levantado pela polícia ninguém conhecia Sidinei Renato do Carmo.
Moradores das imediações do local do crime, que preferiram se manter no anonimato, relataram ao JC que ouviram tiros durante a madrugada. Ouviram também barulhos como se alguém estivesse batendo na porta da lanchonete que fica na quadra 4, mas preferiram não sair de dentro de suas casas, uma vez que duas residências foram assaltadas recentemente no local. Em seguida, ouviram a chegada da PM.
Procurado pelo JC, o major Reginaldo de Souza Braga, comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPMI), que está no cargo há uma semana, informou que vem acompanhando os casos de homicídios em Bauru. Ele ressaltou que se trata de um crime de incidência bastante sazonal e que a expectativa é de redução das ocorrências nos próximos meses.
“Estamos atentos, mas homicídio é mesmo um crime sazonal e que é difícil coibir. A Polícia Militar trabalha no policiamento, na retirada de armas de circulação, mas não dá para prever onde ele vai ocorrer”, completou.