“A história é o nosso guia para o futuro, porque não é possível haver visão sem o senso da história” e “A fotografia é uma forma de questionar o distanciamento crescente entre homem e universo. A imagem fotográfica sintetiza elementos profundos e totalmente presentes em toda e qualquer atitude. Fotografar é buscar a melhor luz com um objetivo preciso, descobrindo por inúmeras tentativas qual o melhor ângulo de abordagem, a forma de abertura e o envolvimento sem perder o foco de onde pretendemos chegar.”
Com essas duas frases, posso dizer que existe uma pessoa em Bauru que é um eterno e incansável divulgador da história do Instituto Lauro de Souza Lima. Está pessoa se chama Jaime Prado e pude conhecê-lo através de seu “orkut”, além de já ter lido e visto muitas reportagens nos meios de comunicação de nossa Bauru falando sobre sua paixão por este hospital.
Ver suas fotografias em seu blog, assistir ao DVD de comemoração dos 75 anos da instituição, ouvir histórias do sr. Nivaldo Mercúrio, assistir à palestra do doutor Jose Corsino Filho e conhecer a importância da deputada Conceição da Costa Neves para os hansenianos me faz ver o quanto a história dos antigos internos do Asilo Colônia Aimorés ainda está viva entre as ruínas da praça, onde fica localizada a igreja Nossa Senhora das Dores e o antigo Cassino Cine-teatro.
Segregados da sociedade, os pacientes em Aimorés construíram toda a vila: casas, cinema, igreja, praça, prefeitura, delegacia, campo de futebol e cemitério e isso tudo hoje faz parte de um acervo fantástico de fotografias deste repórter cinematográfico e servidor do instituto há quase 35 anos.
O ato heróico de fazer um relógio que estava parado no alto de uma igreja voltar a funcionar, ir a Brasília entregar pessoalmente a Tião Viana uma pequena parte desse acervo é mais uma prova de que realmente história é nosso guia para o futuro e por esse motivo quero expressar meus parabéns a você e pedir que você nunca deixe de levar o nome deste hospital que é referência no tratamento mundial da hanseníase pelos quatro cantos de nosso país.
Ana Carolina Andrade Mello - estudante de história