Os valores na vida em sociedade são construídos na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas escolas, no lazer, nas manifestações culturais, nos movimentos e organizações locais, sabendo que conhecê-los, compreendê-los e praticá-los deve ser uma questão fundamental da sociedade atual. Porém, estamos vivendo tempos críticos, violentos e desesperados em um mundo conturbado, ao longo do tempo grande parte da humanidade esqueceu seus valores e referências e muitos consideram os conceitos éticos como ultrapassados ou desinteressantes. Na velhice, as pessoas tornam-se a memória da família, do grupo, da sociedade, para os mais velhos, os valores ainda são, mesmo em uma sociedade transtornada da qual fazemos parte, um pilar fundamental para a convivência humana, pois dizem respeito às necessidades permanentes das pessoas e dirigem-se diretamente aos nossos anseios mais profundos. No entanto, mesmo com todo esses avanços, os idosos ainda mantêm costumes, valores, crenças e mentes voltadas para sua forma de criação do passado, vendo nos jovens de hoje, pessoas desamparadas de educação familiar, pois acreditam ainda que a base familiar é primordial para a formação de uma pessoa digna.
Para os idosos ficam apenas as lembranças de um tempo que não volta, onde a educação para com os pais e ao próximo era primordial e essencial para se formar pessoas de caráter. Suas indignações ficam estampadas em suas faces ao se tratar de sexo, casamento, educação, relações familiares, religião e moral, valores hoje superados pelo meio de comunicação e liberdade de expressão. Fica nítido que muitos valores foram superados na transformação societária, muitos foram substituídos, recriados, modificados, tudo por uma busca incessante de riqueza, bem estar e prazer, visando apenas o eu, um egoísmo exacerbado e luxúria, onde o dinheiro, poder e prazer são condições básicas para uma vida feliz e estável.
As autoras, Evelyn Carneiro e Maiara Altieri, são assistentes sociais, formadas na ITE-Bauru