Regional

Esgoto rompe e vaza para fazenda

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Bocaina – O entupimento de uma tubulação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) de Bocaina (69 quilômetros de Bauru), que faz o transporte do esgoto tratado até um curso d’água, causou transtornos ontem de manhã aos cerca de 25 moradores da Colonia da Fazenda Santa Luiza. Conforme apurado pelo Jornal da Cidade, o efluente que transbordou ficou a cerca de 200 metros das residências localizadas ao lado da ETE. Segundo a Sabesp, uma equipe foi até o local providenciar uma ação emergencial para que o esgoto fosse desviado até que a tubulação seja consertada.

Um morador do local que não quis se identificar contou que o problema começou logo pela manhã, causando preocupação às cerca de oito famílias que residem na colonia. Com o entupimento da tubulação, segundo ele, o esgoto vazou pelo terreno, ficando próximo das casas e provocando mau cheiro, além do risco de contaminação do solo e proliferação de doenças. Na opinião do morador, o problema teria se originado a partir do trabalho de limpeza feito na ETE, no ano passado, por uma empresa terceirizada.

A assessoria da imprensa da Unidade de Negócios Médio Tietê, com sede em Botucatu, responsável pela ETE de Bocaina, informou que o efluente que vazou em razão do entupimento do duto já passou por tratamento na lagoa da ETE, tendo como destino o curso d’água e, portanto, não causando riscos ao meio ambiente.

“O que entupiu foi esse duto de esgoto tratado. Não é esgoto ‘in natura’ que caiu na propriedade. É uma água que já não tem mais carga poluidora”, afirma. “A maior parte do terreno alagado é da Sabesp. Só uma pequena parte foi da fazenda”.

A empresa explica que, logo que o problema foi detectado, uma equipe foi deslocada ao local para a colocação de dreno que vai fazer o desvio emergencial desse efluente para o rio até que seja providenciada a desobstrução definitiva da tubulação. “Com esse dreno, (o efluente) já vai abaixar bem e dar mais condições para podermos verificar o que aconteceu”, diz. A empresa alega que não há um prazo para que o conserto seja feito em razão do tempo chuvoso e do difícil acesso ao terreno alagado.

A Sabesp também afirma que não há qualquer relação entre o entupimento do duto e o trabalho de manutenção na ETE feito por uma empreiteira no ano passado.

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