Li nesta tribuna dia 28/1 a carta sobre o assunto acima e quero dizer que concordo em gênero, número e grau com o senhor Ubiratan quanto ao texto redigido e o questionamento feito. Quero acrescentar ainda que, enquanto as entidades de classe batalham o ano todo para angariar fundos para suas instituições, como por exemplo promovendo churrascos, vendendo sacos de lixo, artesanatos e fazendo bingos, rifas e toda espécie de trabalho, os presidentes e integrantes de escolas de samba passam o ano inteiro em “berço esplêndido”. E quando se aproxima o Carnaval, querem dinheiro público para, entre outras coisas, gastar em carros alegóricos e fantasias que depois de duas ou três apresentações ridículas ficarão se deteriorando nos pátios de suas escolas de samba como um memorial a lembrar quem passa que ali está um investimento sendo corroído pela ferrugem, sem o menor sentimento de culpa, pois no próximo ano haverá mais verba para em nome da “cultura” ser jogada fora. Por que, a exemplo da Vila Vicentina, Sorri, Gilgal, Combate ao Câncer e tantas outras que dão duro o ano todo para conseguir recursos, estes “carnavalescos” também não trabalham para gerar recursos? E se querem jogar dinheiro fora, que jogem o seu, e não o dinheiro público. Como diz nosso amigo da TV: “Isto é uma vergonha”.
Odete L. Rodrigues - professora