Regional

Justiça prorroga a prisão de sete sem-terra envolvidos em invasão

Por Lilian Grasiela | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Lençóis Paulista – A juíza da 1ª vara da Justiça de Lençóis Paulista, Ana Lúcia Aiello Garcia, prorrogou ontem por mais cinco dias a prisão temporária das sete pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que teriam participado da invasão e depredação de uma fazenda de laranjas da Cutrale, em Borebi, no final do ano passado.

O delegado de Polícia de Borebi, Jader Biazon, justificou o pedido devido a “extrema e comprovada necessidade” em razão das provas levantadas no inquérito que apura os danos causados à fazenda. O prazo do primeiro pedido de prisão temporária vence hoje. “Depois da (prisão) temporária, de acordo com as provas, nós podemos analisar a possibilidade de pedir a prisão preventiva desses envolvidos, não só dos que estão presos como daqueles que estão foragidos também”, disse Biazon.

Na lista dos presos está o ex-prefeito de Iaras Edilson Grangeiro Xavier (PT), a vereadora Rosimeire Pan D’Arco de Almeida Serpa (PT) e o marido dela, Miguel da Luz Serpa, considerada a principal liderança do MST em Iaras.

Para a Polícia, os três são os responsáveis pela coordenação da invasão da fazenda. O grupo foi preso numa megaoperação do Deinter-4 de Bauru na terça-feira.

No total, foram apreendidos celulares, computadores, seis armas irregulares - uma delas em posse de Rosimeire e Miguel Serpa -, além de materiais levados da fazenda. Ao todo foram nove prisões, mas dois devido a posse ilegal de arma de fogo.

Os outros acusados são Máximo Alvino de Oliveiras,“Seu Máximo”, 60 anos; Paulo Rogério Beraldo, 22 anos; Anselmo Alves Villas Boas, o “Gaúcho”, 45 anos; e Carlos Alberto da Luz Serpa, 26 anos

Os dois presos em flagrante por posse ilegal de arma Jonas Oliveira dos Santos, 45 anos, e Laudemir Tani, 53 anos, foram soltos e vão responder o processo em liberdade. Contra os dois não havia mandado de prisão expedido.

Outras 13 pessoas ligadas ao movimento, com mandados de prisão expedidos pela Justiça, são consideradas foragidas e estão sendo procuradas. “Mesmo que esses indivíduos não sejam encontrados, eles serão indiciados no inquérito policial”, disse o delegado seccional Benedito Valencise.

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