Tribuna do Leitor

Estamos plastificados


| Tempo de leitura: 2 min

Dias atrás vi nas manchetes de jornais que a Promotoria de Marília decidiu punir os supermercados que abusarem na distribuição de sacolas plásticas. Então passei a analisar qual a culpa desse comércio? Afinal, esse tipo de comércio procurou facilitar o transporte dos produtos adquiridos no interior de seus estabelecimentos. Mas se o motivo é salvar o Planeta eliminando o consumo de plástico, seriam as sacolinhas as vilãs? Então comecei a olhar onde mais encontramos o tal plástico e pasmem: todos os lados, inclusive neste notebook, nas embalagens de arroz, feijão, açúcar, sal, farinha, balas...

Na TV de LCD e na sua embalagem, nos óculos, na toalha de mesa, no invólucro do óleo, nos assessórios dos veículos, na caneta, na embalagem dos remédios, ufa... Estamos embalados plastificados. No século passado até a década de setenta era comum comprar alimentos a granel nos chamados armazéns que na maioria eram ensacados em papel ou até mesmo nos farnéis de propriedade do comprador, o pão entregue na porta apenas numa folha de papel e o leite no vidro, ah ainda tinha o bucheiro que vendia carne no portão e o peixeiro.

Com a modernidade veio o grande desenvolvimento dos produtos plásticos devido a sua leveza e longevidade. Olhe em sua volta, veja onde realmente você poderá eliminar o poluente que contamina nosso Planeta porque demora a degradar. Desde o cesto de lixo até a escola de dente. Em 2008 foram amplamente divulgadas as pesquisas sobre o plástico degradável produzido a partir de vegetais, inclusive comestíveis.

Pode ser que em breve esses produtos estejam no mercado pronto para substituir o vilão enquanto isso cabe a nós consumidores e defensores do ecossistema dar um destino correto ao lixo tóxico cobrando das autoridades que recolham e depositem em local apropriado para não contaminar solos e rios.

Rosemary Lopes de Moura - coordenadora do Conselho Gestor do Posto de Saúde Dutra e da Casa da Sopa da Vila Dutra

Comentários

Comentários