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Uso de adoçantes dosa mitos e fatos

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Principal substituto do açúcar na hora do cafezinho, o adoçante, tanto na forma líquida quanto em pó, é alvo de desconfiança, mesmo por aqueles que habitualmente utilizam o composto.

Uma das principais acusações atribuídas ao produto é a de que ele seria cancerígeno. Contudo, não é bem assim, explica Ana Lúcia Teixeira Magalhães, coordenadora do curso de engenharia de alimentos da Universidade Sagrado Coração (USC). “Trata-se de um produto químico, mas temos que levar em consideração a quantidade ingerida. A porção diária para que o adoçante seja cancerígeno teria de ser muito alta, algo como um galão, algo humanamente impossível”, exemplifica.

Contudo, uma verdade sobre o produto é que, por se tratar de mistura química, também deve ter o uso restrito em determinadas circunstâncias, como entre pessoas que passam por tratamento quimioterápico. “Não é indicado nesses casos, pois a pessoa está sem resistência. Isso vale para qualquer alimento que envolva produtos químicos”, complementa.

“Existem limitações quanto a quantidade de uso. Todos os produtos comercializados no mundo estão devidamente abalizados”, enfatiza a endocrinologista paulistana Ellen Paiva, do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen). “Em seres humanos, o risco de câncer nunca foi comprovado. Mas testes com animais detectaram (a possibilidade da doença), especificamente na bexiga”, pondera a especialista. Proporcionalmente, entretanto, ela garante que seria necessário uma dosagem muito grande para que um ser humano desenvolvesse câncer por meio do adoçante.

Diet x light

Muita gente acha que açúcar light e diet referem-se ao mesmo tipo de produto, mas artigos dietéticos diferem bastante dos alimentos anunciados como light. De acordo com a coordenadora do curso de engenharia de alimentos da Universidade Sagrado Coração (USC), Ana Lúcia Teixeira Magalhães, duas portarias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinam qual é qual.

“No caso dos produtos light, é determinada pela portaria 271, de 13 de janeiro de 1998, a redução de 25% de qualquer tipo de componente”, explica. “Já o diet é o produto isento, totalmente livre de açúcar”, diferencia, salientando que esses alimentos seguem especificações regidas pelo órgão regulador nacional, através da portaria 291, baixada também em 1998.

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