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Evolução motora também é observada

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Não é apenas a alegada facilidade da escrita e leitura entre crianças e jovens, além de prováveis alterações na própria estrutura da língua, que o advento e consequente popularização das mensagens via SMS trazem.

O manuseio dos celulares, cada vez mais dotados de recursos, compactados em aparelhos cada vez menores, também desenvolveria a habilidade motora de crianças e jovens. Isso propiciaria maior destreza também na operação de outros aparelhos, como as calculadoras científicas de universitários do campo das ciências exatas.

É o que tem observado o professor Jair Manfrinato, diretor da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru. “Os alunos que trocam torpedos com maior frequência tem demonstrado melhor controle motor. Demonstram habilidade incrível com as mãos, seja no celular ou com as calculadoras científicas”, analisa. “Não posso dizer sobre outros alegados avanços. Mas não tenho dúvidas de que o uso do celular contribui no controle motor”, testemunha o diretor da faculdade.

Na sala de aula, não!

Apesar de supostamente ser um auxiliar no desenvolvimento motor e até mesmo na otimização da leitura e escrita, o celular, ao menos dentro da sala de aula, ainda é tido como um dos maiores inimigos dos professores. O aparelho, de acordo com educadores, tira a concentração dos alunos na aula, tanto é que, no estado de São Paulo, é proibido por lei, desde o ano retrasado.

“Em nossa escola não permitimos desde antes da lei”, recorda Clóvis Roberto Lourenço, diretor do Colégio Fênix, em Bauru, - estabelecimento que conseguiu, afirma, fazer com que os estudantes não usassem os aparelhos durante as aulas sem a necessidade de medidas drásticas como o confisco temporário.

Apesar do celular não ser permitido em classe, o diretor, entretanto, considera que o aparelho pode sim contribuir no desenvolvimento de crianças e jovens. “Durante a aula não tem porque”, reforça. “Mas vejo que a juventude hoje tem mais facilidade de assimilação, principalmente com tecnologia. Parece que o pessoal já nasceu plugado”, observa o diretor, que também atenta para a necessidade dos contatos pessoais não se perderem em vista aos avanços tecnológicos. “É preciso um equilíbrio. As pessoas também não podem se isolar, comunicando-se apenas por aparelhos”, considera.

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