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Curiosidade é estímulo para habilidades

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

Enquanto estudiosos relacionam o melhor desenvolvimento da leitura e escrita de crianças e jovens que trocam mensagens de texto entre telefones celulares com frequência, há quem relacione a otimização motora e fonoaudiológica, defendida por pesquisadores ingleses, também ao ímpeto da descoberta.

Os aparelhos seriam instrumentos para algo presente nos jovens que os motivariam naturalmente, a aprimorarem, suas habilidades em busca pelo novo. “É necessário um olhar mais amplo sobre essa questão”, afirma o pedagogo Marco Antônio Hailer, de São José do Rio Preto.

Para ele, ‘torpedos’ compostos de mensagens abreviadas e a instantânea troca de textos em salas de bate papo ou pelo MSN são instrumentos para a educação movidos, principalmente, pela curiosidade. “Qualquer coisa em que a criança demonstre interesse vai gerar maior afinidade com o conteúdo”, relaciona o pedagogo. “Mas não acreditam que os objetos em si proporcionem essa melhora”, contesta.

Especialista em linguagem, Marco Antônio também chama a atenção para a adaptação a uma nova forma de se comunicar textualmente, de uma forma que condiz com a velocidade com que trafegam as informações hoje em dia. Mas o educador, por outro lado, também salienta a importância de se preservar a norma culta. “É preciso trabalhar para que a criança saiba da existência das duas normas e sabia lidar com ambas”, enfatiza.

Doutora em linguística, a professora universitária Terezinha Fortes Mestrinelli, das Faculdades Integradas de Bauru (FIB), faz coro quanto à necessidade de preservação e adaptação entre as duas vertentes textuais. “É algo com que temos de nos acostumar. Há de haver uma adaptação. É normal e não pode ser ignorado”, decreta. “Além disso, não dá para o professor ficar proibindo”, considera. “Cabe a ele mostrar ao aluno as diferentes formas e as respectivas maneiras de usá-las”, acrescenta a professora.

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