Nacional

Colisão mata oito na Fernão Dias

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Mairiporã - O capotamento de um ônibus ontem na rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, Grande São Paulo, matou oito passageiros e deixou 18 feridos. O motorista foi preso em flagrante sob a acusação de homicídio doloso.

O acidente ocorreu na altura do km 69, onde o traçado da rodovia é sinuoso e bastante perigoso. Até à noite, a polícia havia confirmado a morte de um homem, duas mulheres, uma estudante de 17 anos e um menino de 2. Três corpos ainda não haviam sido identificados.

O motorista Lúcio Ferreira Pinto, 42 anos, perdeu a direção em uma curva. O ônibus tombou sobre a mureta que divide os dois lados da estrada e deslizou por cerca de 50 metros no sentido contrário. Antes de parar, o veículo ainda colidiu com uma carreta e dois carros - um Fiat Strada e um Corolla.

A polícia trabalha com a hipótese de excesso de velocidade. Um dos indícios disso foi o sumiço do disco do tacógrafo, instrumento que poderia indicar a velocidade do ônibus no momento do capotamento.

Um inquérito foi aberto para apurar as causas do acidente. Após ser ouvido, o motorista seria transferido para a penitenciária de Franco da Rocha, de acordo com o delegado Antonio José Pereira.

Ferreira Pinto disse que trafegava a 70 km/h quando foi fechado por um carro preto. Aos policiais afirmou ainda que os freios do veículo não funcionaram. O delegado disse ter ouvido das testemunhas que o motorista foi imprudente. O advogado de Pinto, Cardeque Souza, afirmou que entrará com um pedido de habeas corpus.

A viação Atibaia disse que o motorista trabalha há quatro anos na empresa e que o histórico do funcionário não tem nenhuma infração de trânsito. A empresa afirma que dará toda a assistência aos familiares das vítimas e também aos feridos, que estão em oito hospitais.

O ônibus intermunicipal havia saído de São Paulo com destino a Atibaia. O acidente ocorreu por volta das 13h20 de ontem. Por causa da interdição da pista, os congestionamentos se estenderam por toda a tarde. A rodovia foi liberada para o tráfego, com restrições, três horas depois do capotamento.

Sobreviventes contaram que ouviram gritos e viram corpos caindo para fora do veículo enquanto ele tombava. O pintor de mecânica José Domingos dos Santos, 44 anos, disse que, ao ouvir os pneus cantando, se levantou e segurou no maleiro do ônibus. “Estava cochilando quando ouvi o barulho. Foi a mão de Deus que me salvou.”

O condutor do Fiat Strada, Silas Moraes, 34 anos, afirmou que tentou desviar do ônibus, mas não deu tempo. “O ônibus caiu de repente. Se tivesse alguém mais no carro, tinha morrido”, disse, com um corte na face e olho direito roxo.

Comentários

Comentários