Bairros

Após temporal, agora fogo preocupa

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

As árvores e galhos que caíram em Bauru com o temporal de domingo ainda nem terminaram de ser recolhidos e, agora, a cidade enfrenta outro problema: incêndio em terrenos baldios. O calor e a baixa umidade relativa do ar, aliados ao mal costume de parte da população de atear fogo em mato e lixo, provocaram uma série de focos de incêndio em vários pontos da cidade - segundo o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet), a temperatura máxima ontem foi 34,4 graus às 14h30 e a menor umidade do ar foi de 32%, às 17h40. A temperatura mais alta deste ano foi de 34,7 graus, registrada anteontem.

Foram notificados cerca de 20 focos de incêndios em bairros com o Jardim Godoy, Jardim Redentor, Parque dos Sabiás, Parque Jaraguá e Jardim Terra Branca. Os bombeiros tiveram de suspender o trabalho de remoção de árvores que caíram, feito em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), para apagar fogo em terrenos baldios. Nenhuma casa foi atingida, mas se as chamas não fossem debeladas poderiam causar danos patrimoniais.

Alta incidência de fogo em terrenos baldios nesta época do ano é uma situação atípica, avaliou Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil de Bauru. “Antigamente, quando chovia, a semana inteira ficava fresquinha. Domingo tínhamos 100% de umidade do ar e, hoje (ontem), chegamos a níveis na casa dos 30%. Entre os vários fatores que influenciam na alimentação do fogo, vento e umidade do ar são os principais.”, explica.

Brito alerta para o risco que as queimadas representam para a saúde humana. “Quando se queima um monte de lixo, por haver vários tipos de materiais, formam-se vários tipos de gases que, combinados, podem ser altamente tóxicos”, frisa.

Apesar de queimar lixo e mato de terreno baldio ser proibido, Brito pondera que, em muitos casos, é o último recurso do cidadão que não sabe mais a quem apelar para limpar o imóvel ao lado de sua casa. É o que está ocorrendo com Mércia Sueli de Souza, que mora na quadra 1 da travessa Vicente Pasquarelli. “Desde o ano passado estou tentando fazer com que limpem o terreno ao lado da minha casa, que dizem ser da prefeitura. O mato está alto e de lá saem bichos que entram na minha casa”, relata.

Em outubro, após já ter feito reclamações verbais em vários setores da prefeitura, Mércia afirma que foi ao Poupatempo e registrou o pedido de limpeza do imóvel.

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