Internacional

Chanceler isralense ameaça e diz que Síria perderá se houver guerra

Folhapress
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Tel Aviv - O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, advertiu ontem que, se a Síria provocar Israel e iniciar uma guerra, o presidente sírio, Bashar al Assad, perderá não apenas o conflito como seu poder.

As declarações vêm como resposta ao ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Muallem, que advertiu Israel anteontem contra qualquer projeto de guerra contra a Síria e afirmou que um conflito do tipo se tornaria uma “guerra generalizada”.

“Nossa mensagem para Assad deve ser clara, não perderá apenas a próxima guerra, mas também perderá o poder, você e sua família”, afirmou Lieberman, durante uma entrevista à rádio pública israelense.

“Assad não se interessa pelas vidas humanas, pelos valores humanistas, apenas pelo poder”, completou o chefe da diplomacia israelense, uma figura da extrema direita controversa pelas declarações contrárias aos árabes-israelenses.

Lieberman disse ainda que “infelizmente não aconteceu até agora uma correlação entre uma derrota militar e uma perda de poder”. Ele citou os exemplos do ex-presidente egípcio Gamal Naser que perdeu a guerra em 1967 e Hafez Assad, o pai do atual presidente sírio, que perdeu a guerra em 1973. Ambos continuaram no poder.

Na véspera, Muallem afirmou em entrevista a jornalistas que existe a possibilidade de conflito entre os dois países porque Israel “é uma entidade baseada na violência e na expansão” que “impõe um clima de guerra na região”.

Caso a guerra seja iniciada, alertou Mallem, “será global, comece no sul do Líbano ou na Síria”. “Israelenses, a erupção de uma guerra agora chegará às suas cidades”.

Segundo um alto funcionário do Ministério de Relações Exteriores israelense, as declarações sírias se devem a um mal-entendido por parte de Damasco sobre um comentário prévio do ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, que disse ser vital retomar as negociações com a Síria para evitar chegar à guerra.

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