Política

Moradores protestam contra cobrança retroativa e os erros nos lançamentos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Os telefones da redação do JC continuam recebendomuitas ligações de bauruenses reclamando contra dados no lançamento dos carnês do IPTU ou contra a cobrança acumulada.

Para muitos contribuintes, a prefeitura não está aparelhada para prestar informações de forma rápida e com conteúdo, dificultando a orientação mesmo para quem se dirige ao Posto do Poupatempo. Outros criticam que o recadastramento era necessário, mas que o governo atual não deveria lançar os atrasados juntos, acumulando em julho deste ano mais uma obrigação de imposto a pagar.

Na periferia, onde está concentrada a maioria das ampliações de construções sem regularização, a reação é maior. Pelo menos 81,88% dos imóveis vistoriados em bairros como Mary Dota, Parque Jaraguá, Fortunato Rocha Lima, Santa Edwirges, Pousada da Esperança, e outros, pagavam IPTU com área construída total bem menor que a realidade.

Com isso, o imposto de 2010, a vencer no próximo dia 18, já veio com valor final mais salgado, relativo à atualização. Além disso, os moradores criticam a decisão de lançar os dois anos anteriores também neste ano. “Isso é um absurdo. Eu sei que tinha de regularizar. Mas nós somos pobres e não temos condições de pagar nem o aumento deste ano. E ainda veio tudo junto dos anos antes. Não concordo em cobrar o que ficou para trás”, criticou Maria de Lourdes, do Ferradura Mirim.

O caso de Eunice Martins Leandro, de 73 anos, na quadra 1 da rua São Domingos, no Jardim Redentor, é diferente. “Eu tenho uma casa e uma edícula no fundo que somam 140 metros quadrados de construção e eles lançaram 190 m2. Agora pedem a planta para regularizar e não é certo. Erraram, somaram tudo. Tem de voltar aqui e ver que está errado e cobrar o certo. Eu é que tenho de corrigir o erro da prefeitura? Minha mãe é idosa, tem de haver respeito”, reclamou o filho Donizete Leandro.

Na quadra 2 da rua das Videiras, do Núcleo Geisel, Jorge Luiz Martinello também não gostou do atendimento na Seplan. “A casa tinha 139 m2 e foi aumentado um cômodo de 50 m2. Então eu deveria pagar atualizado pela área de 190 m2. Mas lançaram 330 m2, somaram duas vezes. É evidente que é erro, mas lá na Seplan me pediram planta. Eu não tenho planta com 330 m2, porque a casa não tem isso de construção”, contou.

No caso da moradia no Redentor, a informação inicial é de que a edícula no fundo não estaria sendo considerada pelo morador no novo cadastro. Ele contesta e insiste que erraram na totalização. Já no caso da residência no Geisel, a Funcate reconhece que a alimentação de dados foi errada. A Seplan promete corrigir o lançamento.

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