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Basquete: GRSA/Itabom vence na ‘marra’

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 4 min

O GRSA/Itabom venceu Araraquar, ontem, por 63 a 59 pela primeira rodada do segundo turno do Novo Basquete Brasil (NBB). A equipe bauruense chegou aos 19 pontos, com seis vitórias e sete derrotas, em 13 jogos. amanhã, Bauru tem um importante jogo contra a forte equipe de Franca, às 17h no ginásio da Luso.

Bauru e Araraquara abusaram dos erros, principalmente no ataque. Esse detalhe contribuiu para o placar tão exíguo. O cestinha da partida foi o pivô norte-americano Jeff Agba com 15 pontos para Bauru. Do lado de Araraquara, Deivisson anotou 14 pontos.

O time bauruense vinha bem até o início do segundo tempo, quando a vantagem de dez pontos foi rapidamente tirada pelo adversário graças à desconcentração do time bauruense.

Bauru começou o primeiro quarto vencendo, porém Araraquara equilibrou e passou à frente no marcador. Bauru buscou e as equipes passaram a se alternar no comando do placar. O jogo foi ficando disputado e cada vez mais amarrado. O primeiro quarto fechou com Bauru na frente - 17 a 11.

Com um contra-ataque puxado por Larry Taylor, o armador fez uma assistência para o ala Alex que vinha acompanhando todo o lance do campo de defesa e enterrou para fazer 31 a 23 para o desespero do técnico estreante Daniel Wattfy, que pediu tempo para arrumar Araraquara. O primeiro tempo se encerrou com Bauru vencendo por 33 a 23.

Marcação e erros

Bauru iniciou a segunda etapa com dez pontos de frente no marcador. Em uma bobeia do ala Soró, Jhonatan recuperou a bola e fez os dois primeiros pontos do segundo tempo para o adversário. Na sequência, Bauru não acertou o ataque e, ainda, propiciou um chute de três para Arnaldinho – que ao todo fez 13 pontos sendo nove de cestas de três. Outra vacilada de Bauru e Luís fez de dois e ainda converteu um bônus de falta. A diferença despencou para apenas dois pontos – 33 a 31.

Guerrinha parou a partida. A bola de Bauru não caía. Guerrinha olhava impaciente. Tirou o ala/pivô Renato para a entrada de Jeff Agba, que ao final foi o cestinha do jogo. Na primeira investida ao ataque, o norte-americano deu a resposta que o técnico queria. Fez cesta de dois e ainda ganhou direito a converter um arremesso livre de falta. Fischer fez 50 a 43. O terceiro quarto encerrou com Bauru vencendo por cinco pontos apenas – 50 a 45.

Os dois times voltaram errando e Larry fez 52 para Bauru, quando restavam 8’39. Araraquara não economizava na marcação faltosa para brecar as jogadas individuais do ataque de Bauru. Daniel Wattfy pediu tempo, restando 7’50 para o final e o placar praticamente inalterado – 52 a 48. O ala Alex voltou no lugar de Soró, restando 6’44. Jeff era um gigante nas disputas debaixo das cestas. Com 54 a 53, Araraquara apertava a marcação defensiva obrigando o erro de Bauru faltando menos de 5’ para o fim do jogo.

Dois segundos eternos

Com o placar apertado nos dois quartos finais não é exagero afirmar que o jogo foi definido no último segundo. Era olho na bola e no placar. Restando 1’32 para o fim da partida, o placar 59 a 53 fez a torcida ameaçar um coro “vamos ganhar Bauru”, entretanto sem muita confiança de que o resultado estava garantido. Com 37 segundos para zerar o cronômetro, a vantagem era de apenas três pontos – 59 a 56.

Guerrinha estava em quadra gritando com o time. Apenas 18 segundos para o final, o técnico de Bauru iniciou uma sequência de paralisações. Era o momento da estratégia de ambos os lados para definir a partida. Araraquara tinha posse da bola no fundo da quadra bauruense. Restando 12 segundos, novo pedido de tempo de Guerrinha com o estouro de 24 segundos para arremessos no ataque de Araraquara. Na saída de bola do meio, Fischer recebeu falta e converteu dois arremessos – 61 a 58. Restando dois segundos, o armador Neto converteu um arremesso de falta e atirou o outro contra a tabela. A arbitragem parou porque não valeu o lance.

Guerrinha pediu tempo. Com bola para Bauru no meio, faltando dois segundos. A um segundo apenas para o fim, Ricardo Azevedo recebeu falta. Converteu o primeiro arremesso e o segundo colocando números finais à disputa - 63 a 59 para Bauru.

Equilíbrio

O técnico Guerrinha avaliou que o terceiro quarto foi decisivo para a equipe de Araraquara voltar no jogo. Ele destaca como positivo o equilíbrio demonstrado por seus comandados no momento em que não havia mais diferença substancial no placar entre as equipes. Guerrinha ressalta que a grande atuação das duas defesas foi responsável pelo placar baixo. “Não foi porque as equipes jogaram mal”, define Guerrinha.

O ala Soró destacou que a vitória foi muito importante porque o time bauruense fez a “lição de casa” contra um adversário dificílimo de ser batido. “O que importa é o resultado positivo, independente se foi de quatro ou de 20 pontos. Estamos no caminho certo”, acrescenta.

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