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Acione 6 pessoas e comece a trabalhar

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

Quem nunca ouviu a história de que é possível falar com qualquer pessoa do mundo bastando ter apenas uma quantidade “x” de intermediários? Consideravelmente difundida, até por aqueles que a consideram apenas uma lenda, essa teoria é defendida por estudiosos, que garantem: ela é eficaz e pode ser importante ferramenta para quem busca ingressar ou melhorar de posição no mercado de trabalho.

Criada na década de 1960 pelo psicólogo norte-americano Stanley Milgran, a chamada teoria dos “seis graus de separação” aponta que são necessários, como anuncia o próprio nome da tese, apenas meia dúzia de laços de amizade para que duas pessoas quaisquer, em qualquer ponto do planeta, estejam interligadas.

A frequência de contratações mediante indicações dentro das empresas reforça essa teoria, defendida também pelo escritor Duncan J. Watts, que lançou o livro “Seis Graus de Separação – A evolução da ciência em rede em uma era conectada” (Editora Leopardo).

Também norte-americano, ele reforça a teoria de Milgran com o surgimento das redes sociais, que ganham cada vez maior eco com as teias virtuais de relacionamento pela Internet. “Na era da conectividade, portanto, o que acontece e o modo como acontece depende da rede”, ilustra o autor em trecho do livro.

Arquiteto em ciências e rede, ele enaltece o fato das redes sociais serem legítimas ferramentas encurtadoras de distâncias. “Em vez de perguntar quão pequeno é o nosso mundo, podemos perguntar o que é necessário para que um mundo seja pequeno”, aponta.

Ele ilustra a conclusão desse estudo científico com uma explicação do próprio psicólogo criador da teoria. “A um grau de separação, estou conectado a 100 pessoas e a dois graus posso contar cem vezes cem”, exemplificou Milgran. Contudo, Watts pondera, no livro, a possibilidade de redundância, ou seja, quando os elos da rede se repetem, no caso, com contatos em comum. Isto endossaria a teoria dos seis graus, independentemente ao tamanho dos vínculos nas teias sociais.

Segundo ele, a teoria é presença garantida em todas as áreas humanas de relacionamentos e não seria diferente no que tange o mercado de trabalho. Por meio das redes de relacionamento empresarial e profissional conhecidas como networking, a indicação é o meio mais utilizado pelos profissionais de recursos humanos na hora de convocar profissionais para avaliações ou até mesmo contratações diretas.

Atalho eletrônico

Especialista em mercado de trabalho e diretor do portal Trabalhando.com, Renato Grinberg relaciona a Internet a uma verdadeira revolução na construção de uma rede de contatos profissionais. “Os meios de comunicação eletrônicos revolucionaram o modo com que as pessoas se relacionam e constroem suas listas de contatos”, observa. “Por isso, ferramentas como o Twitter e o LinkedIn, por exemplo, deram certo e hoje fazem tanto sucesso”, exemplifica.

Crucial no caminho rumo a sonhada vaga, independentemente da área de atuação, o cultivo de bons relacionamentos pode tornar o mundo pequeno no campo profissional. Já a falta dessa prática pode resultar num efeito contrário, fazendo com que um potencial aliado, a centímetros do seu lado, esteja, na verdade, a um oceano de distância de você.

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