Tribuna do Leitor

Praça


| Tempo de leitura: 2 min

Sinto profundo desgosto ao caminhar pela praça Wilma Maria Villarinho Galli, próxima à minha casa, no Jardim Estoril, que mais parece um terreno baldio. A praça que era para ser um local de lazer, onde poderíamos descansar à sombra de uma árvore, brincar, passear com os cachorros, estar em contato com a natureza, está abandonada e esquecida. Falta-lhe estrutura, como bancos em bom estado, quando há, calçada e um caminho decentes para caminharmos.

Intermitentemente, em longuíssimos intervalos, aparece um func ionário da prefeitura com um trator para aparar o mato, pois não há quase grama, mas não é suficiente. O trator só dá conta do trabalho mais grosso e superficial, um modo paliativo que ela, a prefeitura, arranjou pra dizer que está fazendo algo. É preciso ter jardineiros – e uma prefeitura ativa – que façam um serviço mais refinado, com maior cuidado e carinho.

O mato toma conta das calçadas e dos caminhos apagados e destruídos pelo tempo e nos impede de andar tranquilamente, sem contar as ruas esburacadas e com reparos porcos, famosos tapa-buracos, que circundam a praça. O estado dela só não está pior porque alguns bons cidadãos vizinhos cuidam dela muito bem, tarefa que deveria ser feita pela prefeitura, pois se não fossem eles suas casas já estariam tomadas pelo mato e bichos que proliferam no local.

O prefeitura tanto nos pede para que reciclemos os lixos e joguemos no devido local, capinemos nossos terrenos, cuidemos do ambiente em que vivemos e mais uma porção de coisas. Também nos sugere e procura meios de nos incentivar a frequentar os locais públicos, mas não podemos, não temos vontade de ir a lugares abandonados, em ruínas. E cadê o dever dela? Incentivo e solução são reformar e dar a devida manutenção sempre.

O descuido de ambientes públicos, como a praça Wilma Maria Villarinho Galli, que é apenas uma de inúmeras que se encontram abandonadas em igual ou pior estado, desarmoniza e compromete o progresso da nossa cidade e nos torna tristes e desmotivados a viver num lugar desprezado.

Guilherme Augusto Rodrigues

Comentários

Comentários