Embora o Procon-SP tenha participado da pesquisa, o órgão em Bauru revela que não pode intervir em prol do consumidor quando o assunto é variação exorbitante de preço. A coordenadora Fernanda de Assis Martins Pegoraro explica que a instituição só pode atuar caso haja formação de cartel, situação em que empresas de um mesmo ramo fazem acordo para fixar preços iguais.
“Do contrário, trata-se de disputa legítima por mercado, então não há o que fazer. A orientação é pesquisar bastante e, se possível, barganhar”.
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Variação
A maior diferença de preços (1.415%) verificada na pesquisa do Procon foi na caixa com 25 comprimidos do medicamento Hidantal, um anticonvulsivo. O menor preço foi de R$ 0,40 (para o genérico) e o maior, R$ 6,06 (para o medicamento referência).
A caixa com 20 comprimidos do antiinflamatório Voltaren (diclofenaco sódico) variou de R$ 1,89 a R$ 20,12 (diferença de 964%). Outra grande diferença é no Tylenol (paracetamol), usado para dores e febre: genérico a R$ 1,49 e medicamento referência, R$14,59, diferença de 879%.