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Crise faz classe média encolher pela primeira vez em seis anos

Folhapress
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Rio - A crise econômica brecou o avanço contínuo que a classe média vinha registrando desde 2004, revela estudo divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) baseado na Pesquisa Mensal de Emprego, que avalia dados das seis principais regiões metropolitanas do País - São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.

Em dezembro do ano passado, a chamada classe C - famílias com renda de R$ 1.115,00 a R$ 4.807,00 - significava 53,58% do total, ante proporção de 53,81% em igual mês em 2008, nível recorde verificado até ontem.

O coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri, ressaltou que, apesar da pequena redução da classe média, o dado positivo é que a mesma já voltou a crescer.

Em dezembro de 2003, a classe C representava 42,99% do total da população, e desde então, o crescimento era contínuo. Em 2009, no entanto, apresentou retração de 0,4%. “A crise impediu que a classe média crescesse mais. 2009 não foi o ano da classe C. Ela se estabilizou, mas está voltando a crescer”, afirmou Neri.

Em março de 2009, a classe C chegou a representar 52,52% do total, menor nível durante a crise.

Ele observou que a classe AB - renda familiar acima de R$ 4.808,00 - foi o destaque em meio à crise, com crescimento de 2% em relação a dezembro de 2008. Naquele ano ela representava 15,33% da população e, no final de 2009, já significava 15,63% do total.

A classe D - famílias com renda de R$ 805,00 a R$ 1.114,00 - representam 13,37% da população. Na comparação com igual mês em 2008, houve avanço de 1,4%. Já a classe E - renda familiar de até R$ 804,00 - encolheu 1,5% frente a dezembro de 2008. A classe de renda mais baixa significa 17,42% da população.

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