Às vésperas do feriado prolongado de Carnaval, muitas famílias e grupos de amigos aproveitam para se reunir em torno de um churrasqueira. Mas, tão importante quanto comprar uma carne de qualidade garantida, a escolha do corte adequado e o modo de prepará-lo também são fundamentais para não transformar a festa em aborrecimento.
Proprietário de uma churrascaria em Bauru, João Campoi ensina que a carne que apresenta a melhor relação custo-benefício é a fraldinha, cujo quilo pode ser encontrado entre R$ 8,00 e R$ 10,00, mas a alcatra, o contra-filé, a picanha e a costela também são boas pedidas. Já para as aves, as opções tradicionais são coxa e sobrecoxa e, para os peixes, o filé de pirarara.
Se o produto estiver congelado, o ideal é deixá-la dentro da geladeira por cerca de 12 horas antes do início do churrasco. “Em temperatura ambiente, o processo de deterioração é mais acelerado e a carne pode perder qualidade”, observa.
Depois do processo de descongelamento, vem a limpeza da peça. Embora a gordura seja importante para manter o alimento saboroso, Campoi explica que é preciso retirar o excesso de gordura e a capa fibrosa de cortes como a fraldinha, por exemplo. “Na hora de levar para a churrasqueira, é fundamental fazer os cortes na mesma direção das fibras. Do contrário, a carne assada pode ficar dura. Quem não tem experiência deve comprar a peça já cortada para não ter erro”, acrescenta.
Para quem pretende preparar uma picanha digna de elogios das visitas, o proprietário conta um segredo que garante ser infalível. “Coloque a peça inteira em uma grelha antes de salgar, doure dos dois lados e, quando pegar cor, tire do fogo, corte e coloque sal grosso. Isso faz com que ela fique selada e não desidrate, ou seja, fica bem assada por fora e suculenta por dentro”, conta.