Regional

Sabesp diz que falta de água em Botucatu só se resolve em 2011

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - O problema da falta de água em alguns bairros de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) poderá ser resolvido apenas em 2011. Essa é a previsão da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsável pelo tratamento e abastecimento na cidade. Segundo o órgão, o início das obras para a ampliação da capacidade de distribuição de água está condicionado à renovação do contrato com a prefeitura.

O problema da falta de água em Botucatu atinge, sobretudo, os moradores da vila dos Lavradores e do Jardim Paraíso, bairros localizados na parte alta da cidade. “Ali, realmente nós temos prejuízo no abastecimento em determinados horários do dia e esse prejuízo se agrava principalmente em dias de calor por conta de um consumo excessivo”, explica o gerente da divisão da Sabesp de Botucatu, Artur Esteves Bronzatto.

De acordo com ele, o desabastecimento nos horários de pico também está relacionado ao grande crescimento populacional da região. “E a solução para o abastecimento dessa região são as obras que estão previstas no plano de investimentos do novo contrato a ser formalizado com o município de Botucatu”, afirma.

A proposta de renovação de contrato foi apresentada pela Sabesp ao prefeito João Cury Neto (PSDB) no final do ano passado, mas a concretização do negócio só deverá ocorrer após a análise, por parte da empresa, de alguns itens incluídos pela prefeitura no documento.

O gerente da Sabesp revela que toda a água que abastece Botucatu é captada na superfície do rio Pardo. “Essa água é encaminhada até nossa Estação de Tratamento de Água e, dali, ela é distribuída para vários centros de reservação em vários pontos da cidade”, explica.

Para que o problema da falta de água na vila dos Lavradores e no Jardim Paraíso seja finalmente resolvido, Bronzatto conta que será necessário implantar uma nova linha de tubulação e construir mais reservatórios na região Norte da cidade. “Com isso, nós vamos eliminar o problema hoje, no horário de pico, de prejuízo no abastecimento, e ter a disponibilidade para a demanda prevista para os próximos trinta anos”, destaca.

A partir da assinatura do novo contrato com a prefeitura, segundo ele, as obras serão iniciadas imediatamente. A previsão é de que todo o trabalho seja concluído dentro de 12 meses. “À medida em que ela (obra) vai sendo executada, alguns locais já podem estar sendo beneficiados”, adianta.

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