Um detento da Penitenciária 2 (P2) de Bauru foi detido, ontem de manhã, acusado de assaltar uma cabeleireira no Jardim Godoy, zona norte da cidade. Rodrigo de Assis Carvalho, 20 anos, cumpria pena no regime semi-aberto por roubo e eram empregado de uma fábrica de blocos localizada nas imediações do presídio.
Ontem, ele se ausentou do trabalho e se deslocou até a alameda Flor do Amor. Por volta das 9h, Rodrigo entrou em um salão de beleza e trocou algumas palavras com uma funcionária de 20 anos, que, naquele momento, estava sozinha no local.
“Ele me perguntou quanto custava para fazer ‘luzes’. Respondi que ele precisava esperar um tempo, pois o cabelo dele estava muito curto. Depois disso, ele saiu do salão”, disse a jovem, em entrevista exclusiva ao Jornal da Cidade. Segundo ela (que não quis se identificar, com medo de represálias), Rodrigo teria retornado, instantes depois, e furtado sua bolsa.
“Quando percebi que ele saiu com minha bolsa embaixo da camiseta, fui atrás dele. Então ele me fez voltar para dentro do salão, apanhou uma tesoura de ponta e e pediu que eu lhe desse meu celular”, conta a vítima.
Segundo os relatos da jovem, Rodrigo ficou exibindo a ponta da tesoura, dando a entender que a machucaria, caso ela não colaborasse. A funcionária entregou o celular ao rapaz, que, por sua vez, retirou o chip e o devolveu à dona, fugindo em seguida com o aparelho.
Até então, o estabelecimento nunca havia sido sequer roubado. “O pessoal das lojas vizinhas costumavam dizer que éramos sortudas, pois jamais havíamos sido roubadas”, disse a jovem. A Polícia Militar foi acionada e saiu à procura de Rodrigo.
Ele foi localizado por uma equipe da Base Norte da PM, 25 minutos depois do roubo, em um bar na rua José Marques Filho. No momento da abordagem, ele estaria tentando vender o celular para uma mulher. Os policiais identificaram o aparelho graças às fotografias da jovem, armazenadas na memória.
O rapaz foi encaminhado ao Plantão da Polícia Civil, onde foi reconhecido pelo vítima. Ele foi autuado em flagrante e mandado para a Cadeia Pública de Duartina. Ele perderá o direito ao benefício do regime semiaberto. Antes de ser informada sobre isso, a jovem disse temer que Rodrigo retorne ao salão de beleza para se vingar.
Em entrevista ao JC, Rodrigo negou o envolvimento no crime e disse estar sendo vítima de uma injustiça. “Me prenderam porque eu estava no bar, bebendo”, afirmou. Detentos beneficiados com o regime semiaberto só podem deixar o presídio durante o dia para trabalhar ou nas datas autorizadas pela Justiça. Eles não têm permissão para frequentar bares ou estabelecimentos do gênero.