Para Denise, o grande estímulo para o casal de filhos foi a volta do Carnaval ao Sambódromo, que foi palco da maior festa popular bauruense pela última vez em 2001, ano em que Mayara não havia sequer nascido. “A energia e o contato com o público são diferentes lá.
É outra emoção. E estou muito feliz em voltar para a passarela do samba, depois de quase 10 anos, junto com meus filhos”, comenta.
Além da diversão toda que envolve a preparação para o desfile, o pai Paulo lembra que o contato diário com os bastidores de uma escola de samba oferece também uma referência de união e solidariedade para as novas gerações. “Aqui, eles vêem de perto toda a mobilização da comunidade, cada um fazendo um pouquinho para superar as dificuldades e atingir um objetivo comum. O Carnaval é uma demonstração de que ninguém faz nada sozinho nessa vida”, analisa.
Mas, enquanto as lições de cidadania permanecem nos bastidores, o que salta aos olhos do público no momento do desfile, principalmente o masculino, é mesmo a exuberância das mulheres. E se Mayara pegar gosto pelos desfiles mas, um dia, resolver ser passista, o pai vai deixar?
“Está meio cedo ainda para pensar nisso, mas acho melhor ela seguir os passos da mãe e continuar como porta-bandeira mesmo. Melhor ficar coberta, com roupa. Dá menos trabalho”, brinca.
A Tradição será a última escola a entrar no Sambódromo, com início do desfile previsto para as 3h já da segunda-feira. Mesmo no meio da madrugada, as crianças, que serão acompanhadas pela avó Tina, mãe de Denise, prometem encantar o público. É esperar e conferir.