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Quem é racional no consumo, poupa e agride menos o meio ambiente

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 3 min

Que o planeta está na ‘esquina’ de um colapso ecológico anunciado, provocado pela voraz degradação do meio ambiente, é tecla mais do que batida. Mesmo assim, apesar dos constantes apelos de organizações não governamentais (ONGs) e da mídia, muita gente ainda não despertou para a necessidade de mudar hábitos em prol da preservação dos recursos naturais e, consequentemente, evitar uma hecatombe climática num futuro não tão distante.

Se ameaças e algumas confirmações práticas do que alguns anos atrás eram apenas teorias pessimistas ainda não convencem a maioria, talvez a esperança resida, por força do destino, na busca por um dos grandes agentes da degradação: o dinheiro.

O mesmo capitalismo que apodrece rios e impregna a atmosfera, segundo ambientalistas, também pode contribuir para a preservação do meio ambiente, desde que os recursos sejam bem gerenciados. Além de uma visão ‘empresarial’ sobre o conflito ‘degradação x produção’, é preciso, antes de tudo, alterar a postura dentro de casa, e adotar a sustentabilidade como um estilo de vida.

É o que recomenda o escritor e palestrante Gustavo Nagib. Conhecido nacionalmente pelo apelido de “pão-duro mais famoso do País” pelos livros bem humorados sobre economia de guerra em diversas situações, o autor, desta vez, enumera dicas sobre como levar uma vida sustentável sem abrir mão de um bom gerenciamento sobre as finanças.

Com o novo trabalho, intitulado “A Economia Sustentável de Seu Dinheiro – Tudo o que você precisa para fazer mais por menos”, ele ensina como utilizar melhor os recursos, evitando o desperdício. “Com o consumo moderado e as ideias de reciclar, poupar e otimizar, teremos melhor vida na Terra. Se você ponderar antes de consumir, o planeta e o seu bolso agradecerão”, recomenda.

Para ele, a definição moderna de pão-duro não é aplicada a uma pessoa sovina, mas a alguém que sabe usar seus recursos de forma inteligente. “Usando melhor os recursos, o dinheiro dura mais. Não se trata de não consumir, mas sim rever os gastos”, diferencia. “Paralelo a isso, muita coisa se produz para o ter e não usar. Quanto mais a gente compra, maior é a produção”, ilustra Nagib.

Nessa equação consumo x produção, o resultado, quase sempre, é negativo para o planeta, opina a ambientalista e jornalista Katarini Miguel, do Instituto Ambiental Vidágua, cuja sede fica em Bauru. “Todo desenvolvimento, inevitavelmente, implica em degradação”, atribui. “Mas existem formas de desenvolvimento de forma consciente”, pondera.

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Plastico, não

Atitude que reflete em grande impacto positivo ao meio ambiente é deixar de utilizar as sacolas plásticas nas compras e adotar meios alternativos para carregar as compras, como sacolas retornáveis ou concebidas com material biodegradável, diferente do plástico, que polui o solo, ao levar muitos anos para se decompor.

É o caso da agente cultural Ariane Ribeiro Barros, que cultivava o hábito antes mesmo da “saúde” do planeta ser colocada em xeque. “Não uso sacolas plásticas há muito tempo. Isso já existia em Curitiba (PR), onde tenho irmãos, e mantenho o costume até hoje”, atribui.

A comerciante Sônia Protzki Rossi também é entusiasta da ideia. “Sempre me preocupei com a questão do lixo. Basta apenas se organizar. É parte da minha rotina há muito tempo”, orgulha-se Sônia, esposa do vereador Moisés Rossi (PPS), autor de projeto de lei que prevê a substituição do plástico por sacolas ecologicamente corretas nos supermercados da cidade.

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