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Otimização de recursos é fruto de novos hábitos

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

Mudança de hábito. Esta é a chave para otimizar os recursos naturais e financeiros rumo a aclamada sustentabilidade. No caso de Gustavo Nagib, autor do livro “A Economia Sustentável de Seu Dinheiro – Tudo o que você precisa para fazer mais por menos”, atitudes que unem a carteira e o planeta são comuns há um bom tempo.

“Reciclo o lixo há 20 anos. A lata e o papel que separo ajudam a tirar alguém da linha da miséria”, justifica. “O sujeito pão-duro em seu consumo é o que menos mal faz ao planeta”, considera.

Até para quem se intitula mão-fechada, o consumo é algo inerente ao ser humano. Mesmo inevitável, o consumo, opina Nagib, pode - e deve - ocorrer de forma racional. “Tudo automaticamente gera um consumo. Sou chato na defesa do consumo inteligente”, insiste. “Defendo a auto-sustentação, mas não sonho com o dia em que farei fotossíntese e não terei mais gastos com alimentação”, brinca. “É quando conseguimos por nossos próprios meios nos manter”, conclui.

“Parece fácil, mas, na prática, não é”, reconhece. “A embalagem plástica vira comedouro, a garrafa pet vira banco, as caixas de ovos, tratamento acústico. É um sem fim de ideias”, ilustra.

O principal, recomenda, é encarar a sustentabilidade como um investimento financeiro, ou seja, não esperar resultados imediatos. “É algo a médio e longo prazos. Pensar nos filhos, netos pode ser bom caminho para convencer o amigo, o vizinho, a separar o lixo”, recomenda. “Ultrapassar os limites da nossa casa é o segredo”, acrescenta.

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