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Falta de leis específicas e severas ainda emperra ações contundentes

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

Apesar de iniciativas isoladas que visam o desenvolvimento econômico por meio de ações sustentáveis, o Brasil, na visão de ambientalistas e especialistas na área de produção e economia, ainda carece de leis específicas e severas sobre o reaproveitamento de recursos naturais no meio industrial.

“O Brasil ainda necessita de legislação sobre o processo de reutilização nas empresas. Na Europa, o consumidor tem poder político. Aqui, infelizmente, ainda não é assim”, lamenta a ambientalista e jornalista Katarini Miguel, assessora de comunicação do Instituto Ambiental Vidágua.

Já o professor universitário Kleber Luiz Nardoto Milanezze, mestre e doutor em engenharia da produção, aponta a necessidade de uma mudança de pensamento e atitude em âmbito global. “Se não houver essa mudança, principalmente quanto às lideranças de estado, pode-se dizer que estamos no deadline (termo em inglês que define, basicamente, fim do prazo) ambiental”, decreta.

“Nunca se produziu tanto. Empresas que adotam a sustentabilidade já colhem resultados positivos”, enfatiza, ao exemplificar casos como de uma fábrica paulista de esteiras para academia que funciona em prédio totalmente revestido por vidro, para aproveitar ao máximo a luz solar, além de uma empresa paulista do ramo de papel e celulose que trocou os copos plásticos descartáveis do cafezinho por canecas individuais distribuídas aos funcionários. “É algo que não deve estar restrito apenas em caráter empresarial, mas uma questão de cidadania”, enfatiza.

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