Regional

A união entre a geração de energia e a sustentabilidade

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 3 min

O rio Tietê também gera energia elétrica. Na região, parte deste trabalho é desenvolvido pelas usinas da AES Tietê S.A., instaladas em Bariri (64 quilômetros de Bauru), Barra Bonita (79 quilômetros de Bauru), Ibitinga (90 quilômetros de Bauru) e Promissão (126 quilômetros de Bauru). A empresa atende 6,8 milhões de clientes em 142 cidades de São Paulo e Rio Grande do Sul e tem capacidade instalada de 2,65 mil MW (megawatts). Suas dez usinas hidrelétricas respondem por cerca de 20% da energia gerada no Estado de São Paulo.

O lado positivo desta história é que, impulsionada pela palavra sustentabilidade, abordada com frequência pela mídia, a empresa incorporou em sua visão a união entre geração de energia e preservação ambiental. “Ao longo das últimas décadas, nós vimos se tornar cada vez mais importante a preocupação, o investimento e o cuidado com os recursos naturais e o meio ambiente. A perspectiva que a atividade que sustenta a razão de existir em diversas empresas só tem perspectivas de futuro, ou seja, será sustentável, se pudermos assegurar que os mesmos recursos e elementos usados hoje, existirão no futuro”, explica Demóstenes Barbosa da Silva, diretor de gestão de meio ambiente e crédito de carbono do Grupo AES Brasil, do qual a AES Tietê está inserida. “No Tietê, a água é fundamental. Por isso, a manutenção da calha do rio e das quedas d’água são essenciais para continuar gerando energia, além é claro, da qualidade da água. Por isso, estabelecemos programas ambientais e de sustentabilidade no vale do rio Tietê, mas são programas de longo prazo, que visam assegurar que o rio continue tendo água limpa, calha preservada, e peixes, além de ter restaurada suas áreas de preservação permanente”, acrescenta.

Nesta linha, desde 1999 a empresa produz, por ano, 2,5 milhões de alevinos para repovoamento de seus reservatórios. Por meio do Programa de Manejo Pesqueiro, já foram produzidos e distribuídos, mais de 25 milhões de peixes.

Para essa produção, foram instaladas duas unidades de piscicultura, as duas na região: um viveiro em Promissão e outro em Barra Bonita. Nesses locais são cultivadas sete espécies nativas do rio Tietê: pacu-guaçu, curimbatá, dourado, piracanjuba, tabarana, piapara e lambari. No próximo dia 19, no reservatório da Usina Barra Bonita, haverá a soltura de 100 mil alevinos.

Reflorestamento

A AES Tietê também atua no relofrestamento. Segundo a assessoria de imprensa, serão 12 mil hectares plantados em até cinco anos ao longo das margens dos rios Tietê, Grande e Pardo, no Interior de São Paulo e Minas Gerais.

No viveiro da Usina Promissão, são produzidos, por ano, 1 milhão de mudas de aproximadamente 120 espécieis de plantas silvestres da Mata Atlântica. A empresa também faz parte do programa Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). É uma metodologia pioneira no Brasil, que demandou dois anos e meio de desenvolvimento. Hoje, a AES é a única no mundo no uso de créditos de carbono para recuperar e manutenção de áreas protegidas.

Entre os seus projetos futuros está uma parceria com municípios e empresas que exploram diferentes atividades nas proximidades do Tietê. “Nossa proposta é restaurar as florestas nativas que estão em áreas de preservação ambiental de todo o vale. Essa ação trará benefícios direto ao rio, para as áreas exploradas por outras lavoura e para o clima”, finaliza da Silva.

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