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Mesmo com ação judicial, paciente não consegue remédio contra Alzheimer

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Há quase quatro anos o contabilista aposentado Oswaldo Malini conseguiu, na Justiça, liminar que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a fornecer mensalmente uma caixa de Ebix 10, remédio contra a doença de Alzheimer para sua mulher, Nancy Rodrigues Malini. Mas nem a determinação judicial tem garantido o medicamento. Neste mês ele ainda não conseguiu o remédio, que deveria ter sido entregue no último dia 2.

A Direção Regional de Saúde –10 (DIR-10), que é responsável por entregar o medicamento a Oswaldo, que é curador de Nancy, informou que realmente não tem Ebix 10 no momento porque o fornecedor atrasou a entrega. A estimativa é que o medicamento, que é comprado especialmente para a paciente, seja disponibilizado dentro de 15 dias.

Oswaldo reclama que já esteve na DIR quatro vezes neste mês atrás do medicamento e que, agora, pretende ingressar na Justiça com ação de danos morais pelo descumprimento da determinação judicial. “Registrei boletim de ocorrência e, como não é a primeira vez que isso acontece, vou atrás dos meus direitos”, adianta.

Nancy, que tem 72 anos e há 18 anos é portadora do mal de Alzheimer, necessita tomar um comprimido de Ebix 10 por dia para reduzir a agressividade e a ansiedade. “Em 2006 entrei na Justiça e consegui liminar para receber este remédio, que é o único que surte efeito. O SUS quis fornecer outro, similar, mas não adianta nada. Então, em 2006, conseguimos a liminar”, comenta. A caixa do remédio custa em torno de R$ 150,00.

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