BRASIL OPEN
Depois do ótimo torneio disputado no Chile há 10 dias, quando se sagrou campeão, o brasileiro Thomaz Bellucci acabou perdendo nas quartas-de-final do Brasil Open disputado na Costa do Sauípe, para o também brasileiro Ricardo Mello. Confesso que torci por Bellucci. Nada contra o Mello, mas razão de Bellucci ser muito mais jovem, com muito futuro e ter um tipo jogo (agressivo) que pode levá-lo entre os tops. Além do que, estando em um bom dia, Bellucci pode vencer tenistas bem ranqueados, já Mello, pela maneira que joga muito previsível e mais na defensiva, não. Por não defender os pontos do ano passado quando chegou até a final, Thomaz caiu da 28a posição para 32a no ranking mundial. Mello acabou perdendo na semifinal para o espanhol Juan Carlos Ferrero, que terminou como campeão ao vencer o polonês Lukas Kubot na final.
NADAL É DESTRO?
Depois de ver seu pupilo e sobrinho vencer por quatro vezes o torneio de Roland Garros, um Australian Open e um Wimbledon, agora Toni, tio e técnico de Rafael Nadal, ( que em razão de constantes contusões no joelho não vem jogando tão bem como antes), disse que Rafael poderia ter um saque melhor se jogasse com a mão direita. “Sempre pensei que fosse canhoto, já que quando era pequeno mostrava ter mais força no braço esquerdo, mas com o tempo me dei conta que não é bem assim”, disse Toni. Argumento desnecessário, pois se fosse assim, não teria feito o que já fez. O fato é que Nadal é jogador que depende muito mais do físico do que da técnica, então seu treinamento certamente deve ser muito intenso e desgastante. E mais, é especialista em quadras de saibro e para ir bem em quadras rápidas tem que mudar seu padrão de jogo, mas em muitas vezes chega a deslizar nessas quadras rápidas (onde não desliza), da mesma maneira que faz em quadras de saibro, sobrecarregando ainda mais os joelhos.
SAFIN NO RIO
Pela segunda vez, a cidade do Rio de Janeiro será sede de uma etapa do circuito mundial de veteranos denominado “Grand Champions”. Os jogos serão entre os dias 12 e 14 de março no Maracanãzinho. No ano passado, a principal atração foi o americano John McEnroe, que mesmo com seus 50 anos (na época) acabou vencendo o torneio. Esse ano, a maior estrela é o russo Marat Safin, que tem apenas 30 anos, além disso, encerrou sua carreira profissional há poucos meses, quando ainda estava entre os 30 melhores do mundo. Portanto, será uma covardia Safin jogar contra jogadores como o sueco Mikael Penfors, que já tem 47 anos, Mats Wilander também sueco com 45 anos, Cedric Pioline (FRA) 41 anos, Jim Courier (EUA) 39 anos, Fernando Meligeni (BRA) 38 anos. O australiano Mark Philippoussis tem pouco mais que o russo, 33 anos, mas está fora do circuito há bom tempo por contusão. As partidas de Safin só terão equilíbrio se o russo “cair na festa” (o que pode acontecer) e não cuidar do físico como fazem os bons atletas. Os organizadores bem que tentaram convencer Gustavo Kuerten para enfrentar Safin, mas Guga rejeitou alegando não estar preparado fisicamente. Quem sabe em 2011.
ATÉ AMANHÃ
Quem ainda não fez a inscrição para no Torneio de duplas “Eletro Sem Limites” tem até amanhã (quarta-feira) para fazê-la, com os professores de tênis ou na secretaria do clube: 3223-5142. Vários Grupos serão disputados, incluindo um feminino e, a divisão dos mesmos dependerá do nível técnico do jogador considerado o mais forte daquela dupla. Os jogos começam no próximo sábado dia 19.
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DICA
Se você não tem uma batida forte, quando enfrenta adversários que também não batem forte, mas devolvem tudo, terá problema para vencê-los. Para que o jogo não se torne uma “maratona” e mesmo assim saia vencedor tente: 1- Tirar o adversário do fundo da quadra trazendo-o para a rede com bolas curtas. Uma coisa é o adversário vir à rede quando ele quer, outra é quando você o está obrigando a vir. Nessa segunda opção, você antecipadamente saberá se a melhor jogada é bola por cima (lob) ou passá-lo por baixo. 2- Outra opção para vencer os devolvedores é: Vá você à rede. Mesmo que não goste de jogar na rede e só chega perto dela quando cumprimenta o adversário, às vezes é preciso jogar dessa maneira, pois isso obriga o adversário a fugir do habitual, forçando-o a tentar uma passada ou um lob, com chances de errar, pois não está acostumado a arriscar. Mas lembre-se de que, quando estiver na rede, mantenha a cabeça da raquete alta e ao executar o voleio faça uma preparação de movimento curta.
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CURIOSIDADE
Terminou no último domingo a 10a Edição do Brasil Open disputado na Costa do Sauípe. A boa premiação em disputa (US$ 442.500, sendo US$ 75.700 ao campeão) não foi capaz de atrair nenhum jogador que estivesse ao menos entre os 20 melhores do mundo. Mas não importa o nível e ranking de quem está disputando, os números do consumo é sempre muito elevado. Esse ano, 71 tenistas participaram (incluindo “qualifying” chave principal de simples e duplas). Um total de 104 jogos foi realizado. O forte calor que marcou os nove dias de disputa do torneio fez com que 14.220 litros de água fossem consumidos no complexo de quadras de tênis, em 57,6 mil copinhos de 200 ml e em 5,4 mil garrafas de 500 ml. Além disso, outras 2.100 garrafas de isotônico, de 500 ml, também foram tomadas pelos jogadores. Para secar o suor, os tenistas precisaram de 900 toalhas. Nos 104 jogos realizados mais treinamentos foram usado um total de 2100 tubos de bolas (6300 bolas). Para a 11a edição os organizadores, através do patrocinador principal do torneio “Gillette” vão tentar convencer o suíço Roger Federer a participar, pois a marca é um dos patrocinadores de Federer.