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Participação de garota é polêmica

Folhapress
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Rio - Em sua estreia como rainha da bateria mirim da Viradouro, a garota Júlia Lira, 7, filha do presidente da escola, Marco Lira, mostrou incrível potencial para diva: primeiro, no camarote da escola, fechou a cara por causa do short que a mãe, Mônica, se esqueceu de trazer (mas já estava a caminho) e não respondeu a nenhuma pergunta dos repórteres.

Tá feliz? “.......”

Sua roupa é linda. “.......”

“Ela é assim mesmo, quieta. Chega na hora a menina se transforma”, diz Mônica, que, ao permitir que a filha de 7 anos saísse na escola como madrinha da bateria - posto em geral ocupado por musas desnudas e rebolativas, como Luma de Oliveira e Juliana Paes, ambas ex-Viradouro -, teve de enfrentar a polêmica a respeito sobre se seria adequado deixar uma criança desfilar à frente de uma bateria. A Justiça deixou.

Na concentração, Júlia concentrou todas as atenções: já com o short por baixo da fantasia de “tesouro”, a garota chorou e disse que não queria mais sair. Foi preciso que a assessora da escola, Joyce, a pegasse no colo para acalmá-la.

Júlia evoluiu na avenida como criança (não como adulta mirim): errava alguns passos, imitava os que já tinha visto e mandava beijos dengosos. Ao lado do menino Jorginho do Pandeiro, filho do mestre de bateria, Jorjão, seguia os gestos ditados por uma mulata vestida como integrante da direção da escola.

A modelo Luiza Brunet, 47 anos, rainha da bateria da Imperatriz disse:“Se fosse minha filha, não desfilaria”.

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