Jaú - O Pouso Alegre de Baixo em Jaú (47 quilômetros de Bauru) será o cenário do Carnaval de Mamulengos (bonecos gigantes) com o melhor do repertório carnavalesco hoje, a partir de 17h, na sede do Centro Comunitário da Associação de Bairros.
Os músicos Carlos Francisquini (voz e cavaco), Paulo Costa (voz e guitarra), Marcos Gigliotti (bateria), Paulo Dadamus (percussão), Fabio Lopes (baixo), Paulo Zen (saxofone), João Biazotto (trompete) e Arquimedes Ferreira (sax) farão uma seleção de marchinha e samba.
Os Bonecos Mamulengos invadirão o bairro. Personalidades jauenses estarão passeando pelas ruas históricas do Pouso Alegre de Baixo. Em Jaú, os bonecos seguem a tradição de mamulengos paulistas do Vale do Paraíba
O jornalista Saul Galvão, Padre Augusto Sani, Zumbi dos Palmares, entre outras personalidades se juntarão a Hilda Hilst, Afonsinho, Sabará, Dito Camargo, Guilhermina Duzentão e Coriolando sairão pelas ruas do bairro. Quase 20 Mamulengos estarão no Carnaval de Rua do Pouso Alegre.
Segundo os organizadores, o Carnaval de Rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem às ruas durante o Carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o Carnaval. Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.
Fundado no século 19, o distrito de Jaú abriga uma igreja e casario com estilo eclético, compondo a paisagem bucólica cercada por matas e riachos.
O bairro rural do Pouso Alegre de Baixo tem sua origem ligada à abertura das terras de Francisco Gomes Botão, a fazenda Pouso Alegre, por volta de 1.840. Às margens do ribeirão Pouso Alegre tropeiros encontraram um lugar com boas condições para estabelecerem pousada, que atraíram pequenos comércios informais que eram, apenas para atender às necessidades dos condutores das tropas, acabaram tornando-se perenes. O vilarejo foi aos poucos se consumando automaticamente.
Com o desenvolvimento econômico, consequente da cultura cafeeira, o bairro rapidamente evoluiu para a condição de posto comercial intermediário, seu apogeu ocorreu no início do século 20 onde chegou a contar com seis armazéns, seis marcenarias/carpintarias, três oficinas de ferreiro, duas selarias, uma fábrica de macarrão, um açougue, uma padaria, uma cervejaria, um hotel e um cinema, estabelecidos também dois médicos e dois dentistas.
Padroeira
Cinco prefeitos nasceram no bairro, são eles: Osório Neves, Décio Pacheco, Jango de Moraes, Alfeu Fabris e Celso Pacheco, todos de Jaú e Waldomiro Guarion de Itapuí.
Miguel Turini, que foi acometido por grave enfermidade nos olhos, rogara a Santa Luzia por sua cura, se atendido fosse ergueria uma capela para externar sua gratidão, sua devoção foi recompensada e sua fé o levou a concretizar a promessa: por volta de 1.901 construiu uma capelinha de madeira à beira do ribeirão, na entrada do vilarejo. Santa Luzia tornou-se a padroeira de Pouso Alegre de Baixo e em 1.921 teve a igreja, a atual, concluída para abrigar sua abençoada imagem e dali zelar pelos seus fiéis.
Pouso Alegre de Baixo ainda continua atualmente como um bairro rural, entretanto seu perfil mudou com o tempo, mantém a tranquilidade de outrora com avanços do progresso, tornou-se um centro gastronômico, cujo prato mais concorrido é a leitoa à pururuca, conhecido além das divisas regionais e que atrai apreciadores todos os dias da semana e estes são os propagadores dos sabores e das singelezas do lugar. Em 2.009 entrou para o Calendário Turístico-Cultural sendo sede do Festival Caipira e do Carnaval de Mamulengos das terças-feiras de Carnaval.